sexta-feira, 5 de junho de 2020

APESAR DAS DIFICULDADES DO ISOLAMENTO SOCIAL, UMA DAS MISSÕES DO SENSEI É MANTER AS MEMÓRIAS DO KARATE.

                     
Convidado entrevista do mês: Sensei Gerson Almeida 5º Dan JKA 

Olá Karatecas, esse mês resolvi falar sobre isolamento social e seus efeitos no que tange a manutenção da estrutura de um Dojo, também desejo trazer aqui um exemplo dos esforços empregados por parte do Sensei, nessa missão sem fim de manter ativas as memórias do Karate-do.

Embora o isolamento social e seus efeitos econômicos seja comummente discutidos sob duas vertentes: a economia e a saúde.

O fato é que nesse caso realmente não podemos ver o inimigo, no caso o COVID-19.

Não estou aqui para falar sobre minha visão particular, tampouco influenciar pessoas a tomar partido, ou mesmo propor uma forma milagrosa de conciliar economia e saúde.

Logo quero lhes contar uma história de vida dedicada ao estudo e ensino do Karate Shotokan no Brasil. Ao mesmo tempo quero falar sobre o sentimento envolvido, sobre alguns aspectos do isolamento social, quero lhes apresentar a perspectiva do sensei quando reconhece as cicatrizes e marcas da sua história para justamente encontrar a força necessária para superar essa crise, seja pelo aspecto: Psicológico, físico e econômico.

Hoje trago aqui a participação do Sensei Gerson Carlos de Almeida em uma entrevista especial.


APRESENTAÇÃO DO CONVIDADO

Sensei Gerson Carlos de Almeida

É praticante de Karate-Do estilo Shotokan desde a década de 70, iniciou na academia Botokukan, com o Sensei Taketo Okuda.

Atualmente é 5º Dan da JKA Japão e faz parte da comissão técnica da JKA Brasil, é vice-presidente da JKA São Paulo.

Participa de vários cursos e campeonatos nacionais e internacionais, entre eles; os mais marcantes foram os mundiais de 2004 no Japão, 2006 na Austrália, 2011 na Tailândia, 2014 no Japão e 2017 na Irlanda, também participou de 8 campeonatos Sulamericanos.
Sensei Gerson Almeida com a Seleção Brasileira JKA

Vamos à entrevista...

Jefferson Oliveira: 
Sensei conte-nos um pouco sobre seu início no Karate.
Sensei Gerson Almeida: Ingressei nas artes marciais por acaso, um amigo que já era praticante me convidou para conhecer o Dojo do Sensei Okuda, participei de uma aula teste e me apaixonei pelo karate, depois disso nunca mais deixei de aprender, e treinar. Posteriormente tendo a honra de ministrar aulas para meus queridos alunos.


Jefferson Oliveira: Sensei ouvi sobre sua vivencia no Karate no começo com Sensei Taketo Okuda. Conte-nos como você o conheceu? E como é a sua relação com o mestre?
Sensei Gerson Almeida: Como já escrevi acima, foi uma afortunada coincidência, eu vim a conhecê-lo por acaso como um aluno comum. Com o passar do tempo fui me dedicando muito aos treinos e admirando cada vez mais o trabalho do Sensei. Com os anos de convivência estreitamos laços de amizade através do amor ao Karate Do, ele é um grande mestre e o considero um grande amigo.


Jefferson Oliveira: Sensei você veio de uma geração fantástica do Karate no Brasil e para mim particularmente, é uma referência histórica, sendo um dos percussores do Karate JKA no Brasil, logo gostaríamos de saber quais foram suas referências no Karate em todos os tempos.
Sensei Gerson Almeida: Minhas referencias vieram do karate mais tradicional. Através do Sensei Okuda aprendi muito sobre a história do karate e também sobre grandes mestres do passado como Sensei Funakoshi considerado o pai do karate e o Sensei Nakayama que difundiu a arte para todo o mundo e foi o Mestre do Sensei Okuda.

Também conheci o trabalho de muitos outros mestres entre eles, Masahiko Tanaka, Takemori Imura, Fumio Demura, Stan Schmidt, Ueki Masaaki, Tetsuohiko Asai, Yasuyuki Sasaki, Yoshizo Machida.


Jefferson Oliveira: Acredito que o Karate precise constantemente remontar suas raízes históricas, principalmente para os iniciantes na arte. Para mim é uma lição diária buscar reconhecer esses personagens e buscar mostrar suas histórias, me emocionou ao ver algumas fotos suas na rede social, referenciando toda uma história de vida dedicada ao Karate, no caso a sua. Fale sobre seus sentimentos nessa relação de isolamento social, como você tem lhe dado com essa crise?
Acervo histórico do Sensei Gerson
Sensei Gerson Almeida: Vivemos um momento histórico onde a humanidade precisa se reinventar, é uma hora de reavaliação, e muita dor, essa doença mudou a vida de todos, fomos pegos de surpresa e temos que nos adaptar as mudanças com o máximo de equilíbrio possível.

Para o karate esta sendo muito sacrificante, pois as academias estão fechadas pelo mundo, cursos e campeonatos cancelados e até mesmo a apresentação de nossa arte marcial nas olimpíadas do Japão foi adiada.

Soube com pesar que muitos companheiros não estão conseguindo passar por esse período sem ter dificuldade, tendo problemas para manter seus Dojos e alunos, passamos por tempos de incertezas e crise financeira.

Em minha academia tentamos manter o vinculo de amizade e companheirismo. Bolamos atividades para estimular os alunos a continuar treinando mesmo em casa e agora também estamos iniciando aulas online para manter nosso corpo saudável e nosso espírito forte, usando a ferramenta que mais nos une atualmente a internet.


Jefferson Oliveira: Algumas pessoas ilustres do Karate estiveram em seu Dojo: Sekaikan. Você pode citar algumas delas? Particularmente gostaria de saber mais sobre a visita do lendário sensei Fumio Demura a seu Dojo. O senhor pode nos contar como ocorreu essa visita?
Sensei Gerson Almeida: Foram muitos grandes mestres que tive a honra de receber em meu Dojo, mas acho que o mais famoso deles, inclusive para as pessoas que não são praticantes ou conhecedoras do karate foi o Sensei Demura, ele se tornou mundialmente conhecido pela sua participação no cinema norte americano, o filme mais conhecido acho que foi o clássico Karate Kid, ele é considerado o responsável pela popularização do karate no ocidente por muitas pessoas.

Em 1999 o Sensei Demura veio ao Brasil por convite da CBKI (Confederação Brasileira de Karate Interestilos) para uma apresentação no Campeonato Brasileiro de Karate Interestilos daquele ano, que aconteceu no Ginásio do Ibirapuera.

Durante sua visita passou por meu Dojo para treinar para sua apresentação e também nos mostrou sua técnica e contou um pouco de sua história, um grande Mestre e um homem extremamente humilde e alegre. Foi uma honra e um grande prazer conhecê-lo


Jefferson Oliveira: Como você tem feito para buscar manter a Sekaikan pronta para a continuidade após essa Pandemia?
Sensei Gerson Almeida: Eu não comecei minha carreira de trabalho no karate, meu trabalho como professor veio muitos anos depois, e por muito tempo mantive duas formas de renda em minha vida, sou aposentado do antigo banco do estado de São Paulo e por isso tenho uma segunda renda o que me ajuda muito a manter a academia viva, além-claro, do generoso apoio de meus queridos alunos que colaboram para as despesas do Dojo. Eu sempre visito o dojo e tento manter o espirito de nossa arte vivo, logo estaremos treinando de novo.

Jefferson Oliveira: Muitos professores vivem das aulas de Karate, e para alguns é sua renda única. Para você as aulas de Karate tem qual impacto financeiro em termos de renda familiar?
Sensei Gerson Almeida: Claro que sofri o impacto dessa quarentena em minha vida financeira e de minha família, mas como já escrevi, tenho uma segunda profissão que me ajuda nesse momento, como todos os brasileiros; não só os professores de karate; estou aprendendo a me adaptar a atual realidade e esperando por tempos melhores.


Jefferson Oliveira: Como tem sido sua rotina nesses tempos? O senhor poderia nos deixar aqui algumas dicas de como manter a mente sadia diante de tantas notícias ruins dos últimos tempos?

Sensei Gerson Almeida: Tento manter a mente ocupada com leituras e estudos de todos os tipos, mas principalmente dentro do mundo do Karate.

Momentos de descanso e lazer são importantes também, me alimento bem e mantenho meu corpo ativo com pequenos treinos e exercícios de respiração.


O RECADO DO SENSEI

Deixo minha mensagem de esperança, estimulo e força.

Estamos todos passando por uma época muito triste em nosso país e também no mundo todo, mas como tudo na vida, este momento é passageiro, tenho fé que vamos superar as dificuldades e nos reerguer.

Devemos nos apoiar em nossas famílias e amigos. Como karatecas não podemos deixar de lutar! Venceremos!

OSSU!


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Independentemente de uma suposta condição financeira seja ela ruim ou previlegiada, uma coisa temos em comum a vontade de manter essa tradição da pratica do Karate mesmo que precisemos lutar com adversário invisível 24 horas por dia, e assim como exemplo é o que pressupõe a prática dos kata.

Nossa mente passa por situações de extremo stress emocional e nosso corpo sofre os efeitos, pois assim como no Karate devemos preparar-nos sempre para o próximo nível de esforço. Assim aperfeiçoamos nossa técnica, assim superamos os limites e assim venceremos essa batalha pela saúde.

Se não puder golpear estude o golpe. Não deixe de imaginar o golpe perfeito e de planejar a melhor forma de executá-lo em breve na prática.


AGRADECIMENTO

Que imenso prazer senti ao ter o senhor como convidado Sensei Gerson penso que não se aprende tão somente pela prática e fundamental a reflexão.

Quero demonstrar aqui minha admiração e todo respeito a sua história magnifica de dedicação ao Karate.

Muito obrigado por essa aula especial.

Desejo o bem fundamental: Saúde!

Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física
Estudante de Karate-do estilo Shotokan
OSS! OSU! OSSU!

terça-feira, 12 de maio de 2020

SENSEI BELGA QUE VIVE NO BRASIL ORGANIZA TORNEIO VIRTUAL PARA MOTIVAR ALUNOS E PARA COMPRA DE ALIMENTOS PARA COMUNIDADE.


Olá Karatecas, esse mês trago aqui no Blog uma história sensacional de dedicação ao Karate. Certamente é um grande exemplo de cidadania que curiosamente recebemos de uma Professora Belga que da aulas de Karate no Município de Tibau do Sul particularmente em Pipa que fica localizada no estado do Rio Grande do Norte um lugar que tem como principal atividade econômica o turismo, mediante a paisagens estonteantes e la estão algumas das mais belas praias do Brasil.

Ela que neste momento tão sério que é o de pandemia pelo Covid-19, se sensibilizou a uma causa social, preocupando inicialmente com a pratica do Karate por parte de seus alunos e posteriormente a questões mais humanitárias em sua comunidade. 

No decorrer dessa entrevista vamos conhecer e tentar apresentar a vocês leitores um lado pouco conhecido de muitos professores de Karate, no caso á dedicação e companherismo com os alunos.

E nesta matéria talvez possamos refletir uma frase muito relevante do Dojo Kun que é:  Criar intuito de esforço. 

Quero mais uma vez mostrar a vocês que um Sensei além de um professor de Karate, tem uma missão maior do que de ensinar golpes, ele deve primordialmente ajudar a formar pessoas melhores. 

Com muito orgulho apresento a história e projeto social da Sensei de Karate Frie Bauwens, natural da Bélgica, vinda de um município pequeno chamado: Dworp, que fica próximo a capital Bruxelas. 

Vamos a nossa entrevista... 


Jefferson Oliveira: Sensei como você conheceu o Karate? Conte-nos um pouco dessa história. 

Frie Bauwens: Em 2003 quando eu tinha 13 anos de idade, participei de uma semana de esportes e artes marciais onde descobri que em meu município havia um Dojo. 

Durante aquela semana tivemos aulas de Karate, Judô e Jiu-jítsu e desde o inicio me senti mais a vontade na arte do Karate-do. 

De 2005 até 2015 competi muito na Europa principalmente na Bélgica e Holanda, quase exclusivamente no kumite. Até me sagrei campeã europeu e vice campeã mundial da federação IBF 




Jefferson Oliveira: A quantos anos você vive no Brasil e como surgiu essa vontade de dar aulas de Karate? 

Frie Bauwens: No final de 2015 me mudei para Praia da Pipa e vim para trabalhar na pousada da minha mãe. 
A ideia para dar aula veio depois de muita insistência de alguns jovens aqui em Pipa. Eles sabiam do meu currículo e já tinham visto a minha atuação em campeonatos aqui no Rio Grande do Norte. 
Quando decidi dar aula queria também ajudar os alunos que entrassem pois aqui há grande problema escolar. 
Estou tentando fazer com que eles usem a disciplina do karate para a vida. 
Por exemplo quem faltou na escola por motivo como chuva também perde dia de treino etc. 



Jefferson Oliveira: Você sentiu muito impacto cultural entre seu país de origem à Bélgica e o Brasil? Como é sua relação com os alunos? 

Frie Bauwens: Na Bélgica pais e mães tentam sempre que seus filhos busquem um futuro melhor. 
No Brasil vejo bem menos isso, já ouvi algumas coisas do tipo: 
"Porque você insiste tanto para que seu filho aprenda a ler, a contar. Se eu nunca aprendi e estou aqui por que precisaria disso." 
Uma ideia que sempre ouvi, e é tipicamente do meu pais a Bélgica, é que tenho que poupar para os tempos difíceis, essas lições nós aprendiámos já na escola.
No Brasil vejo ser muito comum que algumas pessoas gastem, mesmo, antes de ter o recurso disponível, pelo menos essa é impressão que tenho, percebo até em famílias como melhores condições o hábito de parcelar tudo, em tempos de crise não há reservas por aqui.
Mais o Brasileiro é muito mais acolhedor em relação ao povo da Bélgica e estão sempre prontos para ajudar o próximo. Vale ressaltar que passei 25 na Bélgica e estou apenas 4 anos no Brasil.         


Jefferson Oliveira: Como você acha que esse trabalho de ensinar Karate pode contribuir para sua comunidade em especial? 

Alunos do Projeto BKP  
Frie Bauwens: O que eu espero poder conseguir com os meninos e as meninas da BKP é formar uma geração que tem mais confiança em si mesmo. Já banimos a frase “eu não consigo” do vocabulário dos nossos alunos. 
Quando eles chegam, muitos tentam um golpe 2 vezes e me dizem: Eu não consigo! 
Eu digo tente até conseguir. 
Depois de um tempo eles conseguem, e eu vou até eles e digo: esta vendo, você consegue, e ainda digo é assim com tudo na vida continue que um dia você consegue. 
Como no karate eles colocam metas como: quero ser faixa preta ou quero ser campeão. Tento que eles coloquem metas na vida também, sempre tentando que eles se superem em tudo que fazem na vida para assim tentar que eles cresçam e se tornem adultos responsáveis. 


Jefferson Oliveira: Pelo que você me disse sempre gostou muito de Kumite, e inclusive conquistou alguns títulos na Europa. Como foi para você adaptar-se ao modelo das organizações no Brasil, haja visto que aqui existem muitas organizações com diferentes formas de gerenciar o esporte. 

Frie Bauwens: Vou ser sincera antes de vir para o Brasil não fazia nem ideia da quantidade de federações que existia no Karate. 
Em questão a competir principalmente tive que me adaptar muito. 
Nunca tinha competido kata antes, quando cheguei aqui o sensei com qual eu treinava me disse que teria que competir também no kata e tive que treinar muito pois a linhagem é diferente. 
No kumite com minha experiência a adaptação foi mais fácil porem algumas adaptações foram necessárias. 
Golpes com qual eu marcava muito na Bélgica não marca aqui. E por exemplo chutes nas costas aqui recebe ponto, na Bélgica recebe punição. 



Jefferson Oliveira: Fiquei sabendo de uma iniciativa fantástica que você teve; a de organizar um torneio virtual de Karate no intuito de ajudar seus alunos e a comunidade. Conte-nos como surgiu essa ideia. 

Frie Bauwens: A ideia veio por que eu sempre fico procurando motivar meus alunos a treinar. Agora com a quarentena por conta do covid-19 vi que muitos estavam desmotivados. Aí fiquei pensando em maneiras de motivação. 
Quando eu lembrei que eles adoram competir pensei primeiro fazer um campeonato interno mas aí continuei pensando, e porque limitar, vamos fazer o convite para outros também e isso pode motivar ainda mais. 
Pensando no outro aspecto do covid-19 queria também ajudar as famílias aqui que por conta da crise não tem renda. 
Por isso estamos cobrando um valor bem pequeno para a inscrição e esse valor vai ser revertido em cestas básicas para as nossas famílias. 


Jefferson Oliveira: Como seus alunos tem recebido essa proposta do torneio virtual de Kata? 

Frie Bauwens: Os atletas BKP adoraram a ideia. Todos animados treinando forte, recebo videos deles treinando o dia todo tirando duvidas porque eles querem o melhor resultado possível. 
Quando falei que teremos participação de todo o país e até alguns competidores europeus eles se animaram mais ainda. Pois para muitos deles pode ser a única oportunidade de competir com atletas de fora. 


Jefferson Oliveira: Conte-nos como será a organização desta competição o torneio virtual. Como as pessoas podem se inscrever? 

Frie Bauwens: A organização é bem simples. O atleta terá que gravar tudo, deixando a câmera no lugar do arbitro central. 
O atleta apresenta-se, e apresenta o kata que ele ira executar, depois executa o kata. 
O valor de R$ 5,00 reais por inscrição pode ser depositado na minha conta. 
O comprovante do pagamento juntamente com o vídeo podem ser enviados para o meu e-mail: friebauwens@gmail.com 


Jefferson Oliveira: O que o Karate representa em sua vida? Nesses tempos de pandemia como a prática do Karate pode ajudar?

Frie Bauwens: O Karate para mim foi muito importante. Eu era uma criança muito tímida e insegura. Com a pratica do karate mudei um pouco, ninguém acredita mais quando eu falo isso. 
Nesses tempos de pandemia o karate pode ajudar para que as crianças não fiquem sedentárias e ocupa a mente deles. 



Considerações Finais 

Embora estejamos passando por um situação dura que é a da pandemia, ainda sim é possível encontrar pessoas solidárias, sobretudo prontas para apoiar aqueles que precisam. 

Nesse momento onde os interesses pessoais por vezes se sobrepõem a coletividade, e por vezes são até pela necessidade individual, invariavelmente encontramos pessoas com determinação para lutar e não necessariamente dentro de um Koto, e sim, pela igualdade e pela dignidade das pessoas. 

Não é só o Covid-19 que ceifa vidas, as necessidades fundamentais de subsistência e falta de humanidade, e apesar dessa retórica, isso  pode mostrar-se ainda pior. 

E por aqui deixo meu apelo, vamos tentar ajudar esse projeto da Sensei Frie Bauwens por hora fazendo ecoar essa história de amizade e respeito pelo próximo. E se voce puder inscrever seus alunos no torneio virtual seria excelente. 

Compartilhe! 

Participe dessa competição virtual, seja apenas o que você esta destinado a ser:
Mais que um campeão, um verdadeiro Karateca.
O melhor que você puder ser.



Agradecimento 

Devo dizer que a Sensei Frie Bauwens me surpreendeu no momento que conversei com ela mostrando-se uma pessoa de muito caráter. 

Logo quero desejar que seus projetos se estendam por muitos anos, e que seja repleto de conquistas. 

Sucesso sensei e muitos anos de Karate. 

Parabéns por nos ensinar mais uma valiosa lição de amor à arte e exemplo de dedicação e cidadania. 

Oss! Osu! Ossu!
Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e Estudante de Karate-do estilo Shotokan

quinta-feira, 16 de abril de 2020

DESVIO DE CARÁTER?




Olá Karatekas, esse mês pude observar á conduta de um faixa-preta fora do tatame, como cidadão, e devo ressaltar que o mesmo não é do Karate. Porém não falarei sobre a arte marcial que o mesmo pratica, para que deste modo não pareça que sou parcial, e não devo por assim dizer, acabar por defender que o Karateka é puro e imaculado pois certamente ele também não é. 

Essa história é de pura reflexão para todos os praticantes de artes marciais em geral. Trago uma discussão rápida aqui nesse Blog para estudo do caso. 

O intuito é para que nesses tempos difíceis possamos refletir sobre nossas atitudes como cidadão e como agimos com as outras pessoas diariamente. 

Para isso lhes contarei um caso rápido abaixo. 

Vamos lá...


DESVIO DE CARÁTER?

Uma pessoa adquiri um produto, no qual acompanha "um brinde" que é enviado por cortesia. 

Esse brinde vale menos de 2% do valor do produto Alvo, ou produto principal adquirido.

O fornecedor acidentalmente comete um equivoco e esquece de enviar o "Brinde".

O cliente se diz um "faixa-preta de artes marciais" e que acha errado que o fornecedor não tenha enviado o Brinde.

O fornecedor pede desculpas pelo erro, e por não ter enviado, e diz não poder enviar nesse momento o "Brinde" devido a custos exacerbados além da dificuldade momentânea de deslocamento.

Sendo assim o fornecedor oferece ao cliente a possibilidade da devolução do produto e se propõe a devolver integralmente o valor do produto e também do frete.

A pessoa, no caso o cliente, diz que prefere abrir uma reclamação e buscar seus direitos.

O fornecedor oferece então uma vantagem, o cliente ficaria com o produto alvo adquirido, e propõe devolver 50% do valor do produto alvo ao cliente.

O cliente aceita rapidamente sem pestanejar a proposta. 


MORAL DA HISTÓRIA

No mundo capitalista comumente as pessoas não se colocam no lugar de quem passa pela dificuldade. 

Existe no Brasil alguém que não se corrompa por vantagens financeiras?

Uma arte marcial é capaz de mudar o caráter de um indivíduo?


Participe! Deixe seus comentários.


Oss! Osu! Ossu!

Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e Estudante de Karate-do estilo Shotokan

segunda-feira, 23 de março de 2020

PLANTE A POSITIVIDADE E O BEM. UM DEVER DO KARATEKA.



Olá Karatekas,

Hoje passamos por um momento único e duro, isso devido à crise com a pandemia do corona vírus, e chegou a hora de mobilizamos nossos amigos, alunos, familiares em prol de um bem maior.

Fiquem em casa! Isso deverá ajudar a controlar e achatar a curva de transmissão do vírus. Sei que isso será difícil e causará a muitos a tristeza.

Não deixemos que isso possa trazer a depressão a nossos lares, por isso proponho uma corrente do bem.

Sei que estamos passando por uma situação sem precedentes em nossa geração. Logo quero de pedir que juntos possamos compartilhar uma corrente do bem.

Transmitir positividade, e proponho a você que possa plantar uma muda, uma arvore, uma semente de esperança simbolicamente compartilhando esse post na sua linha do tempo ou em sua rede social.

Provavelmente muitas pessoas ainda não fizeram isso, você pode fazer agora a diferença me apoiando na campanha, motivando as pessoas.

#PLANTEOBEM
#FIQUEMEMCASA

Vamos juntos cuidar ainda que metaforicamente dessa semente, para que possa crescer e simbolizar a vida que segue mesmo nesses momentos de dificuldade.

Como você pode me ajudar nessa luta?

As regras são simples, vamos lá:

1º Compartilhe essa imagem com a Hashtags.

2º Se puder plante uma semente na sua linha do tempo e marque 3 amigos.

3º Você também pode ir além e concretizar isso plantando a sua muda de verdade, e postando usando essas Hashtags.

4º Convide 3 amigos a participar


OSS! OSU! OSSU!

Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e Estudante de Karate-do

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

SENSEI DE KARATE NO BRASIL, RECEBE RECONHECIMENTO INTERNACIONAL NA ÁFRICA.

A direita: Sensei Gilson Gomes mostrando uma técnica ao soldado de Cabo Verde
Olá Karatecas, esse mês trago para vocês uma entrevista bem bacana com o Sensei Gilson Gomes, que nos conta no decorrer desta matéria sua experiência na Ilha de Cabo Verde que fica localizada no continente Africano. Alias o mesmo local onde ele recebeu uma homenagem especial juntamente com o Sensei Hélio Arakaki e o Oscar Garcia coordenador do Para Karate pela FPK.

Sensei Gilson Gomes que realiza diversos cursos e palestras pelo Brasil, levando sempre como marca registrada todo o seu carisma e enorme bagagem fruto desses muitos anos de prática do Karate.

Vamos contar um pouco de sua história e também da sua viagem. Conjuntamente tentar absorver um pouco de sua sabedoria.
   


Raio-X do entrevistado:

Sensei Gilson Gomes inciou sua prática em 1978 e seu estilo de Karate é o Shotokan. 
Atualmente é 6º Dan pela CBK e FPK. 
Também reconhecido por possuir muitos títulos nacionais e internacionais. 
Atualmente reside em Campinas/SP que também é o local de seu Dojo onde atua com professor de Karate        


Vamos a nossa entrevista... 

Jefferson Oliveira: Sensei como você conheceu o Karate? Conte-nos um pouco de sua história.

Sensei Gilson Gomes: No final da década de 70, propriamente em março de 1978 iniciei a minha trajetória no Karate através de amigos, senti que levava jeito para o karate e aquilo me desafiava, naquela época não existia shiai Kumite, praticávamos somente Jyu Kumite e nossos combates terminavam por ponto ou nocaute.

Meu primeiro professor foi o sensei Jose Carlos Nogueira, que ministrou aulas até o ano de 1986 e em 1987 passei a ser aluno de Sasaki sensei, onde me entreguei de vez ao Shotokan.

Me dediquei muito a parte esportiva e estudos do karate shotokan.


Jefferson Oliveira: No ano de 2019 o senhor veio a receber uma homenagem internacional. Conte-nos um pouco dessa sua experiência em Cabo Verde na África

Sensei Gilson Gomes: Sim, em maio de 2019 recebi um convite do sensei Daniel Pina, para concorrer a uma premiação como embaixador das artes marciais.

O evento aconteceu na ilha do Sal em Cabo Verde, um arquipélago do continente africano.

Foi maravilhoso, pois além da premiação e de poder representar o meu país, tive a honra e o privilégio de ser convidado à ministrar um seminário para um grupamento do exército de Cabo Verde ao lado de grandes professores de artes marciais do mundo todo.


Jefferson Oliveira: Sei que o senhor tem uma formação militar, é possível comparar o ensino do Karate Do no que tange á formação do cidadão e deste modo correlacionar com a disciplina e hierarquia peculiar do meio militar?

Sensei Gilson Gomes: O espírito de uma arte marcial é militar, com base nos pilares da hierarquia e disciplina, as nossas atitudes de respeito estão muito relacionadas, à vontade de superar limites e estar pronto para o combate é fundamental nossas responsabilidades e proteção ao próximo é frequente e isso colabora tanto para a vida militar quanto a arte marcial.



Jefferson Oliveira: Vejo que você é um grande semeador de conhecimento através de suas palestras, seminários e cursos e até por meio das mídias sociais. De que forma o senhor acha ser possível tirar o melhor proveito deste tipo de ferramenta de comunicação particularmente no ensino e difusão do Karate?


Sensei Gilson Gomes: Obrigado, hoje os meios de comunicação nos permite, tanto divulgar os nossos trabalhos como à realizar pesquisas, devemos divulgar e semear o que é realmente bom e alertar o que pode oferecer riscos ou denegrir a nossa arte.

As redes sociais são ferramentas essenciais na vida contemporânea e nos permite um contato rápido e muito comunicativo, porém devemos ser cautelosos.


Jefferson Oliveira: Hoje observa-se ainda um pouco de vaidade em alguns Karatecas, limitando mais a criticar do que propriamente a produzir bons conteúdos. O que o senhor acha desse tipo de posicionamento demasiadamente critico?


Sensei Gilson Gomes: A vaidade não nos permite prosperar, infelizmente acredito que deve ser alguma situação mal resolvida no passado ou medo do futuro, vejo professores com grande conteúdo mas que por motivos alheios creio eu, deixam de produzir, as críticas são temas bem complicados, devemos nos entregar a coisas boas, a crítica sempre irá existir, porém deve ser com respeito e com boa orientação, se em uma crítica faltar o respeito ela deixa de ser crítica.



Jefferson Oliveira: Que tipo de conteúdo o senhor procura levar em suas viagens nesses seminários pelo Brasil e até fora?

Sensei Gilson Gomes: Falo muito sobre à família, a amizade e o respeito, enfatizo que o karate tem uma raiz única e um tronco forte, seus galhos sim podem ter uma coloração e crescimentos diferentes, ou seja, karate é um só e o jeito de praticá-lo é o que dá forma.


Jefferson Oliveira: Estamos chegando ao que eu modestamente penso ser a maior exposição do karate esporte desde sua concepção, no caso as olimpíadas de Tóquio no Japão em 2020. Qual a sua opinião sobre essa exposição?

Sensei Gilson Gomes: Sim, nunca vi nesses 42 anos de prática o nosso karate tão exposto, acredito que isso é muito bom, muitos esperaram por isso, sei que tem amigos que não concordam, mas essa exposição não atrapalha ninguém e penso eu que tudo tem que evoluir, inclusive a nossa arte.


Jefferson Oliveira: Hoje vemos formas exageradas de marketing nas redes sociais com as chamadas para cursos e seminários, onde penso haver alguns equívocos atribuindo frequentemente á atletas por exemplo o titulo de maior Karateca de todos os tempos. Em sua opinião é possível mesmo que possamos atribuir tal titulo a alguém apenas por sua capacidade técnica de competir?

Sensei Gilson Gomes: Acredito que tenhamos hoje muitos atletas de grande nome, mas atribuir um título como o maior karateca de todos os tempos seria ferir a história de nossos antepassados como Funakoshi e Nakayama sensei.



Jefferson Oliveira: Que mensagem o senhor poderia nos deixar em relação a pratica do Karate-do?

Sensei Gilson Gomes: A prática do karate demanda de entrega, estudo, respeito e dedicação. Nunca desistir e nem se acomodar, mantenha-se sempre em constante evolução, faça do seu karate um motivo para o dia seguinte e encare sempre como se fosse seu primeiro dia de treino.


Agradecimento:

Gostaria de tentar expressar toda a minha gratidão ao Sensei Gilson Gomes que prontamente se colocou a disposição para compartilhar sua experiência, desde o primeiro contato apresentando a ele a pauta desta entrevista.

De modo que todos nós sejamos beneficiados com esse grande exemplo que tenho o prazer de apresentar a quem ainda não o conhece.

Muito Obrigado Sensei! Sucesso nessa caminhada.

Oss! Osu! Ossu!
Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e estudante de Karate-Do

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE AS ESCOLAS E FEDERAÇÕES NO KARATE. EVOLUÇÃO E A COMPETIÇÃO SERÁ QUE CAMINHAM JUNTOS?


Olá Karatekas, hoje resolvi analisar as diferenças entre as escolas e as federações, e suas principais funções no meio do Karate. Paralelamente buscar saber se evolução e a competição caminham juntas. 

Embora eu não esteja aqui nesta matéria querendo defender A ou B ou dizer se é justo ou não o valor que você paga no meio do Karate para evoluir ou mesmo competir. 

Afinal evoluir ou competir? Será a mesma coisa? Vamos analisar. 

Até parece caber no mesmo sentido embora possamos identificar uma linha que separa o sentido dessas duas palavras. 

Evoluir na minha ótica para o Karate significa que através de experiências praticas é possível obter maior refinamento técnico e esse processo penso ser de dentro para fora. 

E assim costuma ocorrer comigo pelo menos. E vem o professor da aquela bronca, o quadril está subindo, o cotovelo está abrindo etc. 

Logo que você recebe a bronca por vezes trava, e quando acontece você pode repetir naquele momento 100 vezes e poderá simplesmente não compreender, sendo assim não conseguira executar o movimento. Mais garanto você vai chegar em casa e pensar sobre o que o professor falou e vai tentar 101, 102 e muitas outras, e isso costumo pensar que é o meio (a forma) e não o fim para o aperfeiçoamento. 

Já no processo competitivo você também pode evoluir, neste caso de fora para dentro, porem se não cuidar da forma correta do seu Karate, poderá estar focando mais na estética do movimento e bem menos na eficiência, você precisa por vezes impressionar o arbitro tocar seu oponente, em resumo pontuar, ser melhor que o seu oponente naquele momento. 

E vem aquele pensamento: 

O Karate não seria para que você buscar superar a si próprio? 

E se seu adversário não estiver em um dia bom, você teria evoluído ao vencer? Ou será que o seu oponente teria decaído naquela competição? 

Pois bem não é que a competição não te ajude em alguma espécie de evolução, porém é um ponto ao menos para que nós possamos refletir. Penso ser possível essa conciliação desde que se haja maior consciência e resiliência nesta caminhada marcial. Buscar o Budô. 


PORQUE PAGAMOS TAXAS NO KARATE? 

E você vem e diz: 

Mas naquela federação tudo é caro! Já na outra as coisas não são levadas com seriedade e com devida transparência. 

Gosto daquela escola porque lá o professor veio do Japão! E vem outro e diz que prefere o professor do Brasil. 

Pois bem, você viu que no final você tem a sua preferência. E você vem diz: Eu não mudo! 

Passou o ano vem alguma taxa ou aumento de custos ocorre e você muda isso acontece, a gente vai conforme nossos interesses e condições. 

Primeiro vamos tentar entender algumas particularidades e diferenças entre as ESCOLA DE KARATE e as FEDERAÇÃO DE KARATE. 

Escola de Karate tem por principio manter os conceitos, técnicos, físicos, mentais, espirituais em sua forma fundamental de existência desde o principio, eu poderia dizer que ela se ocupa em manter a tradição, certamente seria uma palavra inadequada em um sentido mais abrangente. Pois a mesma buscar manter e padronizar a forma de se praticar primordialmente os fundamentos técnicos aos quais ela se propõe a passar e isso vai de geração a geração, do Mestre para o Sensei, do Sensei para o Discípulo desde a sua existência. 

Penso que as escolas estão para o ensino e difusão do Karate como foi concebido, respeitando a sua própria estrutura organizacional. 

As Federações são para o Karate um elemento gerenciador de grupos de Karatekas, onde ela pode ou não agrupar mais de uma escola de acordo como seus interesses existenciais. Uma federação cuida da parte burocrática do Karate, da questão da gestão das pessoas, da infraestrutura, da organização esportiva, seja das competições as quais se propõe a organizar. 

Ela ortorga a você uma habilitação de graduação sem necessariamente legitimizar a origem do seu Karate. Ela vê você como um pertencente aquele grupo de Karatekas, que deseja obter dada função ou graduação para um fim, seja dar aulas, ser um preparador físico, técnico, dirigente com uma função que lhe foi atribuída de acordo com a necessidade daquele grupo. 

Se ficar pesado, vou dar uma visão simplificada e pessoal: 

Escolas tem maior engajamento com a parte técnica e federações se orienta sob nas questões burocráticas da gestão do Karate. 

Logo, analisando desta forma temos para toda essa estrutura um custo, estamos falando de dinheiro envolvido. 

E por mais romântico que possa parecer, hoje em dia é muito difícil encontrar um senhor Miagi dando aulas (personagem que foi um professor de Karate no filme Karate Kid 1984), apenas vale lembrar, pois vai ter alguém que não assistiu ainda esse filme, rsrsrs. Era um professor que ensinava Karate de graça. 


UM FLUXO CONSTANTE DE RECURSOS CIRCULA PELOS ATORES DE UMA CADEIA SEJA EM UMA ESCOLA OU FEDERAÇÃO: 

=> Aluno paga => Professor paga => Federação paga => Fornecedores paga => Funcionários paga 

E se alguém ficar sem receber alguma coisa deixará funcionar corretamente, por isso se paga também pela pratica do Karate em uma cadeia, tendo em vista usufruir dessas estruturas. 

Se lá é R$ 1000,00 e aqui é R$ 500,00 então tem alguma coisa nessa cadeia que não funciona com a qualidade igual á da outra. E você deve buscar as respostas para seguintes perguntas: 

Onde estão os melhores professores? Quero ter que tipo de reconhecido em meu diploma? Meu objetivo é aprender Karate ou ser um campeão de Karate? Ou quero ambos? 

Coloque suas prioridades e escolha onde quer estar e como quer treinar Karate. 

As federações focam no número de inscritos, enquanto nas escolas de Karate é bem comum o foco na qualidade do material humano a ela filiado. 

ONDE ME FILIAR? 

Essa é uma pergunta muito difícil de responder, porque ela deve ir de encontro a seus objetivos dentro da arte, por isso tentei passar algumas visões sobre as particularidades de cada estrutura. Mais você invariavelmente poderá estar em ambas. 

A grande questão é entender que tudo é movido pelo dinheiro. 

Investir no seu Karate poderá ser dolorido economicamente. Porém a diferença às vezes pode ser notada tecnicamente quando se observa indivíduos que treinam basicamente restrito dentro do dojo, para os que se aperfeiçoam em atividades extracurriculares como seminários, cursos técnicos, simpósios e gashukos.

Contudo treine Karate! 

Oss! Osu! Ossu!
Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e estudante de Karate-do

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

COMO FOI O SEU APRENDIZADO NO KARATE DURANTE O ANO 2019?


Olá Karatekas esse ano de 2019 foi um ano cheio de novas experiências para muitas pessoas em relação à prática do Karate. E para mim não foi diferente.

Logo quero relembrar algumas aprendizagens e experienciais vivenciadas e conjuntamente propor aqui um desafio a vocês.

Buscarem cada qual escrever uma linha do tempo com todos os momentos mês a mês em que você vivenciou o Karate, o que aprendeu? Conte-nos os novos ensinamentos relacionados sejam com a teoria ou a prática da arte.

Tentarei falar aqui mês a mês e de forma resumida as minhas experiências sejam do treino ou do estudo proposto aqui pelo meu Blog durante esse ano.


Janeiro

Eu propus uma reflexão com tema: DOJO ou ACADEMIA?

Desta matéria eu tentei mostrar quais os grupos de pessoas que buscam treinar Karate. Apontando algumas características marcantes, e não necessariamente do aspecto físico do local de treino. E sim da parte conceitual, aquilo que você encontra no Dojo e na Academia. 

O que as pessoas buscam através do treino de Karate?

A frase que me vem à cabeça é: Quem vai para uma academia na maioria das vezes vai a busca de melhorar sua estética corporal ou prevenir o aparecimento de doenças e até combater as já existentes, isso é uma perspectiva.

Quem vai ao Dojo, esse busca iluminação, um caminho, busca sua saúde mental, efetivamente encontrará a paz de espírito além dos benefícios acima também incorpora a saúde mental.



Fevereiro

Este mês foi importante para estudar e compreender melhor a expressão SHOSHIN, eu pude vestir novamente a faixa branca, buscando incorporar uma vivencia da pratica do Karate de um estilo diferente daquele que prático, sendo eu praticante de Shotokan fui experimentar o Goju-Ryu com o Sensei Benicio Soares na cidade de Santo André/ SP.

Digo a vocês se permita vivenciar novas formas, isso lhe ajudará a controlar o seu ego, e pensar como um aprendiz lhe permitirá estar sempre pronto a recomeçar.

Ah! Também foi um mês que propus o desafio da leitura, onde busquei mostrar todos os benefícios de ler um bom livro.



Março

Um mês que resolvi iniciar o PROJETO RAIO-X DO KARATE NO BRASIL, e me propus, de forma imparcial buscar a estudar as características das principais escolas de Karate Shotokan no Brasil, além daqueles aspectos históricos da formação dessas escolas, quis saber mais sobre a essência, e de forma imparcial imergir no estudo e conhecer o material humano por trás das organizações de Karate no Brasil.

Embora percebesse ser uma tarefa árdua, consegui neste ano conhecer um pouco sobre a JKA Brasil e também a KWF Brasil.

Neste mês também fiz uma enquete interessante: Qual a característica do seu estilo de lutar? É mais agressivo ou mais suave?

Resultado: Agressivo 29% e Suave 71%



Abril

Foi o mês da nerdisse, assisti pelo menos três vezes a 2º temporada da série COBRA KAI para fazer uma análise e a critica para meu Blog.

Também sou ser humano e digo até analisando a ficção você consegui tirar algumas lições de vida.

Às vezes ser duro na pratica do Karate não significa ser desleal. Essa é para refletir!



Maio
Será que o treino de Karate esta restrito somente ao Dojo?

Fui à busca de novas experiências, e esse mês eu fui viver a experiência em participar nos bastidores de uma competição de Karate, vivenciando na prática algumas dessas funções, ainda que por alguns minutos. Seja como arbitro lateral, mesário, e outras funções de organização.

Acho que se você almeja a faixa preta algum dia, precisa viver isso, se envolver em tudo que pressupõe a organização do Karate.



Junho

Raio-X da JKA no BRASIL. Foi um mês que tive uma vivencia com um sensei fantástico e foram muitas conversas com Kazuo Nagamine diretor técnico da JKA, onde ouvi historias sobre a organização e lições teóricas sobre Karate, eu entendi, por exemplo, que o Karate competitivo é uma unha, imaginando que o Karate-do é um corpo.

Aprendi que precisamos tomar cuidado para não substituir o modo tradicional que é a pratica da arte, por conteúdos áudio visuais, ter mais cuidado com os conteúdos de superfície.



Julho

“Assim como as arvores cerejeiras deve ser o espírito do Karateka “

Foi o texto que me inspirei e escrevi, e na essência tentei descrever sobre meus sentimentos em relação ao processo de envelhecimento e inteligência que o Karateka desperta para continuar treinando ao longo dos anos, sem perder o entusiasmo.

As limitação físicas são reias e aparecem no decorrer da vida. O importante é se superar



Agosto

Como é importante nós enxergarmos dentro de nós mesmos as nossas limitações e imperfeições antes de criticar os outros. A lição é fazer sempre o seu melhor, e quem não pode ajudar o colega, que não o atrapalhe.



Setembro

Ah! Esse mês está no meu coração, é o mês da inclusão PCDs. Trata-se de uma campanha que meu Blog vem promovendo todo setembro, afim conscientizar as pessoas, no sentido de informar e despertar um senso solidário aos Para Atletas e para Karatekas.

O mês inteiro falamos sobre os PCDs e as mais diversas “Limitações”, envolvemos ainda a participação e engajamento de muitas pessoas. Um mês para ficar na historia!



Outubro

Este mês tivemos o RAIO-X da KWF, e foi uma honra muito grande conversar com Sensei Felipe Martins o líder da organização no Brasil, uma pessoa que não consigo descrever tamanha a admiração pelo exemplo de simplicidade.

Tanto que veio a inspiração para escrever o texto: A PROFISSÃO PROFESSOR DE KARATE

No qual falo da falta de valorização do Sensei, o principal agente de transformação na vida dos alunos. Levanto a questão que o aluno de hoje será o professor do amanhã.



Novembro

Conheci mais sobre o Karate City, e que legal esse bate papo, um movimento que busca propor a pratica do Karate mês a mês em locais públicos, e sem discriminação. Um movimento de popularização da arte.

Se você quer treinar sem bandeiras e principalmente sem barreiras procure o pessoal do Karate City, treine Karate. Apenas junte seus amigos e contemple a natureza, e mantenha disposição para levar adiante o legado da arte.



Dezembro

Menção especial:
Tivemos uma perda imensurável que foi o falecimento do Mestre Hirokazu Kanazawa. O mestre talvez junto com Nakayama Sensei seja uma das maiores figuras no que tange o aperfeiçoamento de divulgação do Karate. E um dos últimos mestres que tiveram a oportunidade de conviver com o mestre Gichin Funakoshi .

Mestre Hirokazu Kanazawa 

O simples fato de eu analisar tudo que vivenciei durante esse ano e relembrar, e compartilhar com vocês, diz que permaneço sempre atento para aprender diariamente, e busco assim afastar pensamentos pretensioso.

Desafio você Karateka! A escrever, 12 palavras que represente cada uma o seu mês de 2019 ou uma frase que fale sobre o seu ano de Karate em 2019.

TOPAS O DESAFIO?

Oss! Osu! Ossu!
Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e estudante de Karate-do estilo Shotokan   


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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

KARATE CITY UM MOVIMENTO PARA POPULARIZAR A PRÁTICA DO KARATE

Imagem: Jardim Japonês - Parque Chico Mendes - Osasco/SP 

Olá Karatekas! 

Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre o movimento chamado KARATE CITY, que é a iniciativa de alguns Karatecas de proporcionar vivencias da prática do Karate em locais públicos.

Estivemos juntos no Parque Chico Mendes que fica localizado na cidade Osasco/SP e que por sinal trata-se de um local calmo e tranquilo cercado da natureza, e propício a prática das artes marciais. O intuito foi entender as motivações por trás desse movimento denominado Karate City     

Em minha conversa com os principais organizadores pude perceber que eles desejam a popularização do movimento no intuito de tornar a pratica tão acessível quando a de outras modalidades esportivas. 

Como bem sabemos o Karate é para todos. Porém talvez nem todos sejam para o Karate. Permita-se viver essa experiência, para que você possa ter a oportunidade experimentar isto, que chamamos de estilo de vida.

Através de iniciativas como essas você poderá invariavelmente treinar em praças e locais públicos. Mês a mês o pessoal do KARATE CITY vem propondo as atividades em locais variados, e conjuntamente vem homenageando grandes nomes da história do Karate no Brasil e no mundo.


RAIO-X DOS ENTREVISTADOS

ATILA RAMOS 
  • 1º Dan Karate Shotokan pela Associação Nishikawa.
  • Presidente da Associação Tengu Dojo de artes marciais.
  • Professor do Projeto Temáticos de artes marciais FPK.
  • Líder Nacional do Movimento Karate City.
ALEXANDRE VIERA 
  • 1º Dan Karate Shotokan iniciou a cerca de 30 anos na Associação Gaviões em SP.
  • Líder Nacional do Movimento Karate City
  • Professor da Associação Tengu Karate Dojo
  • Fundador do Grupo Caminhos do Guerreiro no Facebook  e no Whatssap 

Vamos à entrevista...


Jefferson Oliveira: O que é o Karate City e como surgiu essa ideia?

Alexandre Vieira Líder Nacional do Karate City
Alexandre Vieira: O movimento Karate City consiste em apresentar o Karate para aquelas pessoas que não conhecem a arte. 

O objetivo é mudar  essa ideia de que o Karate é uma arte marcial para bater nas pessoas. E não é isso. 

A ideia é apresentar um pouco do que é treinado dentro dos Dojos, dessa forma mostrar o verdadeiro sentido da prática do Karate.

Durante algumas conversas com o Sensei Atila o mesmo apresentou-me a ideia, e logo de cara eu á abracei. Já estamos desde 2015 tocando esse projeto. 


Jefferson Oliveira: Quem está nos bastidores e quem organizam os treinos? Fale sobre as pessoas e como são escolhidos os locais dos treinos. E qual o local mais diferente vocês já treinaram?

Alexandre Vieira: Eu, o Sensei Atila e nosso colega Tapety somos os pilares.
Atila Ramos: Inicialmente a ideia do Karate City foi envolver pessoas que já treinam o Karate para quebrar um pouco o gelo e dessa forma fazer com que as pessoas perdessem um pouco a vergonha. Em uma segunda instância, nós passamos a envolver as pessoas curiosas que paravam para observar os treinos, assim conseguimos ter um público variado e diversificado. Sempre gosto de enfatizar que qualquer pessoa consegue treinar conosco e procuramos sempre aqueles locais de fácil acesso, normalmente próximos á estações de metro e terminais de ônibus para que dessa forma as pessoas consigam chegar dentro dos horários de treino. Falando ainda desses locais procuramos lugares agradáveis que promovam o bem estar. Enfim, lugares bonitos. 

Penso que se estamos saindo daquele ambiente de quatro paredes é justamente em busca de um ambiente favorável e harmonioso para que o treino de Karate flua com uma energia legal. 

Por exemplo: já treinamos no MINHOCÃO em São Paulo Capital que é um lugar que foge totalmente do cotidiano, também em lugares como o PARQUE VILLA LOBOS ou PARQUE DO IBIRAPUERA também na cidade de São Paulo. Imagino que o lugar mais inusitado, ainda está por vir, estamos reservando uma surpresa especial para o mês de dezembro, mais já adianto será o lugar mais diferente que já estivemos. 


Jefferson Oliveira: Hoje vemos é o Karate fragmentado pela existência de muitas Federações, Confederações e até Escolas de Karate. O Karate City me parece um movimento agregador e democrático. Fale um pouco para nós sobre essa visão. 

Atila Ramos Líder Nacional do Karate City
Atila Ramos: Para explicar isso preciso falar mais sobre os objetivos do Karate City. Digamos que esse movimento deve ser um facilitador de caminhos. Se imaginarmos o Karate como se fosse uma estrada, como exemplo: Uma rodovia temos diversas pistas com variadas velocidade que levam ao mesmo lugar. Na federação X a pessoa segue por uma via, na escola Y por outra, e isso pode ser negativo, é como se ficássemos ilhados dentro de nossa organização e nosso Dojo. Penso que podemos aprender mais com outras vivencias. 

Quando ficamos restritos apenas em nossa organização acabamos não vendo o mundo, vivemos em um nicho onde as ideias são polarizadas, o Karate City vem numa contramão propondo assim o compartilhamento de conhecimento. No Karate City nossa bandeira é Karate, sempre sem rivalidades pois devemos deixar isso para passado. 


Jefferson Oliveira: E as homenagens que vem sendo veiculadas a grandes mestres no Brasil e no mundo, como surgiu essa ideia?

Ultimo evento realizado no mês de Outubro 2019 
Atila Ramos: Estamos pensando no futuro, não podemos esquecer o passado, precisamos sempre nos lembrar dos mestres que foram importantes para o desenvolvimento do Karate para chegarmos onde estamos agora. Essas memórias são importantes para formação dos novos Karatecas, saber quem foi que cortou o mato. 

Não podemos deixar essas memórias restritas somente aos alunos desses mestres queremos expandir. Eles deram a vida para o Karate e precisamos levar adiante esse legado independente se temos uma descendência direta ou não. A função do Karate City é lembrar-se de quem abriu o campo independente de federação, escola e até de estilo. Se o homenageando teve uma participação efetiva deve ser lembrada. 

Aquele que está passando pelo parque curioso, precisa saber sobre as origens e também sobre a importância daquele mestre, temos que mostrar isso. Hoje vivemos em uma cultura que tem memória curta e se não nos atentarmos a isso não teremos futuro. 

Vale ressaltar que pensamos em homenagear mestres de varias localidades no Brasil e até no mundo. Fizemos três homenagens internacionais, por exemplo: Mestre Gichin Funakoshi e Nakayama do Shotokan e o Mestre Oyama do Karate de contato achamos que estes tiveram grande relevância na disseminação do Karate no mundo. Pretendemos continuar em 2020 com as homenagens e também fazê-la com mestres em vida. 

Jefferson Oliveira: Quero abordar uma questão importante, no caso, á segregação social, um grande problema dessa sociedade capitalista onde as pessoas são invariavelmente excluídas de práticas esportivas menos populares, cito as artes marciais. É possível ajudar tirar alguém das drogas ou até mesmo da criminalidade? O Karate City pode efetivamente contribuir para incluir e resgatar essas pessoas? 

Foto: Anjos da Guarda do Parque Chico Mendes
Atila Ramos: No Karate City temos algumas peças importantes, existe um modelo que seguimos. Temos o orador do treino que escolhemos pela competência. É uma pessoa que sabe se expressar, temos um responsável pela segurança que cuida dos primeiros socorros, e pensamos, que por se tratar de um treino aberto no ambiente urbano, às vezes as pessoas não se hidratam ou se alimentam corretamente logo pode vir a passar mal. Temos um Bombeiro que é o Tapety que faz essa parte. 

Temos ainda uma figura que é o “chamador”, aqui em São Paulo sou que faço esse papel, onde toda e qualquer pessoa que nos observa eu procuro ir ao em encontro e convido-a, independente da classe social, cor, orientação sexual ou mesmo que tenha alguma limitação física. Nós vemos o Karate como um lema de vida e que qualquer pessoa pode treinar. 

Nos temos exemplos dentro do Karate cito o exemplo que é o uso do Karate Gi branco, acredito que isso é importante para que não haja diferenciação, nós precisamos estender as mãos para as pessoas. 

Tivemos um caso no treino que ocorreu no minhocão em SP e foi uma homenagem à família Caribe da Bahia, aonde uma moradora de rua veio a participar de parte deste treino. A mesma tentou acompanhar na execução de alguns Katas. Não sei qual foi futuro dessa pessoa, mais naquele momento ela vivenciou o Karate, ela teve um pouco de esperança na vida dela, e foi graças a essa vivencia. 

Por isso que enfatizo que queremos proporcionar a possibilidade de experimentar algo novo. 

Alexandre Vieira: Para se ter uma experiência durante o treino no Karate City não é necessário o uso de vestimenta formal no caso o Karategi. O treino realmente está aberto a quem tem a boa vontade de treinar. 

O Karate é um assistente da justiça, um resgatador de pessoas, trabalhamos á lapidação do caráter. Já fui uma pessoa muito briguenta, hoje se as pessoas querem me confrontar ou me colocar para baixo não me importo, e isso já não me atinge mais. 


Jefferson Oliveira: Um movimento nascido em São Paulo. Conte-nos quais a metas e objetivos para expansão do Karate City para outras localidades no Brasil.

Alexandre Vieira: Penso muito grande, temos nossas redes sociais: Facebook, Instagram, Twiter e grupos de Whatssap. 

Esse ano teremos a participação de mais dois estados brasileiros: o Rio de janeiro e o Pará na capital Belém. O treino será simultâneo, porém no Pará deverá começar uma hora antes em virtude do calor.  Já dividimos os grupos no Whatssap e temos um grupo para cada localidade e desejamos alcançar em breve o Brasil todo, e por não expandir até mais além. 


Recado dos Líderes do Karate City 

Alexandre Vieira: Nós convidamos vocês a participarem do Karate City, independente de federação, confederação ou escolas. O importante é treinarmos Karate e mostrarmos os fundamentos dessa arte que é transformadora de vidas e que mudou tanto a minha vida como a do amigo Atila

Nós sempre usamos as nossas redes sociais para mante-los informados dos eventos, no Facebook pesquise por Karate City Memoriais ou Treinos itinerante ou pela #Karatecitymemoriais. 

Vocês também podem entrar em contato através de nosso grupo de Whatssap no intuito de agregarmos mais Karatekas nesse movimento. Além disso estamos sempre publicando alguns vídeos desses treinos em nosso canal no Youtube e em breve estaremos publicando algo mais elaborado. 

Atila Ramos: Sintetizando o Karate City, imaginemos quando você sai para trabalhar e tem cinco crianças brincando. O que se vê hoje é a pratica do futebol, voleibol etc. 

Eu pergunto: E se você visse essas crianças por exemplo fazendo um Kata ou Kihon? 

A primeira reação que o Karateka tem é a dúvida ou estranheza. Mais se isso fosse normal? O objetivo do Karate City é transformar isso é normal.

Para quem está nos acompanhando aqui, não importa se sua cidade é pequena ou grande, junte seus amigos, vai treinar Karate na praça ou no parque, venha junto com a gente ajudar a fazer história no Karate, e ampliar os seus horizontes. 

Vamos seguir para o futuro sem esquecer as tradições.

Oss!


Agradecimento

A toda equipe do Karate City pelo nosso bate-papo, particularmente a Atila Ramos e Alexandre Vieira que toparam esse encontro e atravessaram a cidade para trazer essa bandeira por um Karate inclusivo e democrático. Sucesso amigos!

A equipe do Parque Chico Mendes que gentilmente vieram até nós abrindo as portas para visitas futuras.


Considerações finais    

Hoje vivemos em um mundo cheio de competições, e não me refiro aquelas dentro dos kotos ou tatames.

Afirmações do tipo aqui tem Karate é comumente recitado nos dojos Brasil á fora. E nesse sentido acredito que o Karate City por ser um movimento agregador pois ele une as pessoas em prol do objetivo principal da arte que é treinar.

Se você quer treinar sem bandeiras e principalmente sem barreiras procure o pessoal do Karate City, treine Karate. Apenas junte seus amigos e contemple a natureza, e mantenha disposição para levar adiante o legado da arte.

Pratique Karate-do!

Oss! Osu! Ossu!     

Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e Estudante de Karate-do estilo Shotokan





Apoio:

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