segunda-feira, 23 de março de 2020

PLANTE A POSITIVIDADE E O BEM. UM DEVER DO KARATEKA.



Olá Karatekas,

Hoje passamos por um momento único e duro, isso devido à crise com a pandemia do corona vírus, e chegou a hora de mobilizamos nossos amigos, alunos, familiares em prol de um bem maior.

Fiquem em casa! Isso deverá ajudar a controlar e achatar a curva de transmissão do vírus. Sei que isso será difícil e causará a muitos a tristeza.

Não deixemos que isso possa trazer a depressão a nossos lares, por isso proponho uma corrente do bem.

Sei que estamos passando por uma situação sem precedentes em nossa geração. Logo quero de pedir que juntos possamos compartilhar uma corrente do bem.

Transmitir positividade, e proponho a você que possa plantar uma muda, uma arvore, uma semente de esperança simbolicamente compartilhando esse post na sua linha do tempo ou em sua rede social.

Provavelmente muitas pessoas ainda não fizeram isso, você pode fazer agora a diferença me apoiando na campanha, motivando as pessoas.

#PLANTEOBEM
#FIQUEMEMCASA

Vamos juntos cuidar ainda que metaforicamente dessa semente, para que possa crescer e simbolizar a vida que segue mesmo nesses momentos de dificuldade.

Como você pode me ajudar nessa luta?

As regras são simples, vamos lá:

1º Compartilhe essa imagem com a Hashtags.

2º Se puder plante uma semente na sua linha do tempo e marque 3 amigos.

3º Você também pode ir além e concretizar isso plantando a sua muda de verdade, e postando usando essas Hashtags.

4º Convide 3 amigos a participar


OSS! OSU! OSSU!

Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e Estudante de Karate-do

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

SENSEI DE KARATE NO BRASIL, RECEBE RECONHECIMENTO INTERNACIONAL NA ÁFRICA.

A direita: Sensei Gilson Gomes mostrando uma técnica ao soldado de Cabo Verde
Olá Karatecas, esse mês trago para vocês uma entrevista bem bacana com o Sensei Gilson Gomes, que nos conta no decorrer desta matéria sua experiência na Ilha de Cabo Verde que fica localizada no continente Africano. Alias o mesmo local onde ele recebeu uma homenagem especial juntamente com o Sensei Hélio Arakaki e o Oscar Garcia coordenador do Para Karate pela FPK.

Sensei Gilson Gomes que realiza diversos cursos e palestras pelo Brasil, levando sempre como marca registrada todo o seu carisma e enorme bagagem fruto desses muitos anos de prática do Karate.

Vamos contar um pouco de sua história e também da sua viagem. Conjuntamente tentar absorver um pouco de sua sabedoria.
   


Raio-X do entrevistado:

Sensei Gilson Gomes inciou sua prática em 1978 e seu estilo de Karate é o Shotokan. 
Atualmente é 6º Dan pela CBK e FPK. 
Também reconhecido por possuir muitos títulos nacionais e internacionais. 
Atualmente reside em Campinas/SP que também é o local de seu Dojo onde atua com professor de Karate        


Vamos a nossa entrevista... 

Jefferson Oliveira: Sensei como você conheceu o Karate? Conte-nos um pouco de sua história.

Sensei Gilson Gomes: No final da década de 70, propriamente em março de 1978 iniciei a minha trajetória no Karate através de amigos, senti que levava jeito para o karate e aquilo me desafiava, naquela época não existia shiai Kumite, praticávamos somente Jyu Kumite e nossos combates terminavam por ponto ou nocaute.

Meu primeiro professor foi o sensei Jose Carlos Nogueira, que ministrou aulas até o ano de 1986 e em 1987 passei a ser aluno de Sasaki sensei, onde me entreguei de vez ao Shotokan.

Me dediquei muito a parte esportiva e estudos do karate shotokan.


Jefferson Oliveira: No ano de 2019 o senhor veio a receber uma homenagem internacional. Conte-nos um pouco dessa sua experiência em Cabo Verde na África

Sensei Gilson Gomes: Sim, em maio de 2019 recebi um convite do sensei Daniel Pina, para concorrer a uma premiação como embaixador das artes marciais.

O evento aconteceu na ilha do Sal em Cabo Verde, um arquipélago do continente africano.

Foi maravilhoso, pois além da premiação e de poder representar o meu país, tive a honra e o privilégio de ser convidado à ministrar um seminário para um grupamento do exército de Cabo Verde ao lado de grandes professores de artes marciais do mundo todo.


Jefferson Oliveira: Sei que o senhor tem uma formação militar, é possível comparar o ensino do Karate Do no que tange á formação do cidadão e deste modo correlacionar com a disciplina e hierarquia peculiar do meio militar?

Sensei Gilson Gomes: O espírito de uma arte marcial é militar, com base nos pilares da hierarquia e disciplina, as nossas atitudes de respeito estão muito relacionadas, à vontade de superar limites e estar pronto para o combate é fundamental nossas responsabilidades e proteção ao próximo é frequente e isso colabora tanto para a vida militar quanto a arte marcial.



Jefferson Oliveira: Vejo que você é um grande semeador de conhecimento através de suas palestras, seminários e cursos e até por meio das mídias sociais. De que forma o senhor acha ser possível tirar o melhor proveito deste tipo de ferramenta de comunicação particularmente no ensino e difusão do Karate?


Sensei Gilson Gomes: Obrigado, hoje os meios de comunicação nos permite, tanto divulgar os nossos trabalhos como à realizar pesquisas, devemos divulgar e semear o que é realmente bom e alertar o que pode oferecer riscos ou denegrir a nossa arte.

As redes sociais são ferramentas essenciais na vida contemporânea e nos permite um contato rápido e muito comunicativo, porém devemos ser cautelosos.


Jefferson Oliveira: Hoje observa-se ainda um pouco de vaidade em alguns Karatecas, limitando mais a criticar do que propriamente a produzir bons conteúdos. O que o senhor acha desse tipo de posicionamento demasiadamente critico?


Sensei Gilson Gomes: A vaidade não nos permite prosperar, infelizmente acredito que deve ser alguma situação mal resolvida no passado ou medo do futuro, vejo professores com grande conteúdo mas que por motivos alheios creio eu, deixam de produzir, as críticas são temas bem complicados, devemos nos entregar a coisas boas, a crítica sempre irá existir, porém deve ser com respeito e com boa orientação, se em uma crítica faltar o respeito ela deixa de ser crítica.



Jefferson Oliveira: Que tipo de conteúdo o senhor procura levar em suas viagens nesses seminários pelo Brasil e até fora?

Sensei Gilson Gomes: Falo muito sobre à família, a amizade e o respeito, enfatizo que o karate tem uma raiz única e um tronco forte, seus galhos sim podem ter uma coloração e crescimentos diferentes, ou seja, karate é um só e o jeito de praticá-lo é o que dá forma.


Jefferson Oliveira: Estamos chegando ao que eu modestamente penso ser a maior exposição do karate esporte desde sua concepção, no caso as olimpíadas de Tóquio no Japão em 2020. Qual a sua opinião sobre essa exposição?

Sensei Gilson Gomes: Sim, nunca vi nesses 42 anos de prática o nosso karate tão exposto, acredito que isso é muito bom, muitos esperaram por isso, sei que tem amigos que não concordam, mas essa exposição não atrapalha ninguém e penso eu que tudo tem que evoluir, inclusive a nossa arte.


Jefferson Oliveira: Hoje vemos formas exageradas de marketing nas redes sociais com as chamadas para cursos e seminários, onde penso haver alguns equívocos atribuindo frequentemente á atletas por exemplo o titulo de maior Karateca de todos os tempos. Em sua opinião é possível mesmo que possamos atribuir tal titulo a alguém apenas por sua capacidade técnica de competir?

Sensei Gilson Gomes: Acredito que tenhamos hoje muitos atletas de grande nome, mas atribuir um título como o maior karateca de todos os tempos seria ferir a história de nossos antepassados como Funakoshi e Nakayama sensei.



Jefferson Oliveira: Que mensagem o senhor poderia nos deixar em relação a pratica do Karate-do?

Sensei Gilson Gomes: A prática do karate demanda de entrega, estudo, respeito e dedicação. Nunca desistir e nem se acomodar, mantenha-se sempre em constante evolução, faça do seu karate um motivo para o dia seguinte e encare sempre como se fosse seu primeiro dia de treino.


Agradecimento:

Gostaria de tentar expressar toda a minha gratidão ao Sensei Gilson Gomes que prontamente se colocou a disposição para compartilhar sua experiência, desde o primeiro contato apresentando a ele a pauta desta entrevista.

De modo que todos nós sejamos beneficiados com esse grande exemplo que tenho o prazer de apresentar a quem ainda não o conhece.

Muito Obrigado Sensei! Sucesso nessa caminhada.

Oss! Osu! Ossu!
Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e estudante de Karate-Do

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE AS ESCOLAS E FEDERAÇÕES NO KARATE. EVOLUÇÃO E A COMPETIÇÃO SERÁ QUE CAMINHAM JUNTOS?


Olá Karatekas, hoje resolvi analisar as diferenças entre as escolas e as federações, e suas principais funções no meio do Karate. Paralelamente buscar saber se evolução e a competição caminham juntas. 

Embora eu não esteja aqui nesta matéria querendo defender A ou B ou dizer se é justo ou não o valor que você paga no meio do Karate para evoluir ou mesmo competir. 

Afinal evoluir ou competir? Será a mesma coisa? Vamos analisar. 

Até parece caber no mesmo sentido embora possamos identificar uma linha que separa o sentido dessas duas palavras. 

Evoluir na minha ótica para o Karate significa que através de experiências praticas é possível obter maior refinamento técnico e esse processo penso ser de dentro para fora. 

E assim costuma ocorrer comigo pelo menos. E vem o professor da aquela bronca, o quadril está subindo, o cotovelo está abrindo etc. 

Logo que você recebe a bronca por vezes trava, e quando acontece você pode repetir naquele momento 100 vezes e poderá simplesmente não compreender, sendo assim não conseguira executar o movimento. Mais garanto você vai chegar em casa e pensar sobre o que o professor falou e vai tentar 101, 102 e muitas outras, e isso costumo pensar que é o meio (a forma) e não o fim para o aperfeiçoamento. 

Já no processo competitivo você também pode evoluir, neste caso de fora para dentro, porem se não cuidar da forma correta do seu Karate, poderá estar focando mais na estética do movimento e bem menos na eficiência, você precisa por vezes impressionar o arbitro tocar seu oponente, em resumo pontuar, ser melhor que o seu oponente naquele momento. 

E vem aquele pensamento: 

O Karate não seria para que você buscar superar a si próprio? 

E se seu adversário não estiver em um dia bom, você teria evoluído ao vencer? Ou será que o seu oponente teria decaído naquela competição? 

Pois bem não é que a competição não te ajude em alguma espécie de evolução, porém é um ponto ao menos para que nós possamos refletir. Penso ser possível essa conciliação desde que se haja maior consciência e resiliência nesta caminhada marcial. Buscar o Budô. 


PORQUE PAGAMOS TAXAS NO KARATE? 

E você vem e diz: 

Mas naquela federação tudo é caro! Já na outra as coisas não são levadas com seriedade e com devida transparência. 

Gosto daquela escola porque lá o professor veio do Japão! E vem outro e diz que prefere o professor do Brasil. 

Pois bem, você viu que no final você tem a sua preferência. E você vem diz: Eu não mudo! 

Passou o ano vem alguma taxa ou aumento de custos ocorre e você muda isso acontece, a gente vai conforme nossos interesses e condições. 

Primeiro vamos tentar entender algumas particularidades e diferenças entre as ESCOLA DE KARATE e as FEDERAÇÃO DE KARATE. 

Escola de Karate tem por principio manter os conceitos, técnicos, físicos, mentais, espirituais em sua forma fundamental de existência desde o principio, eu poderia dizer que ela se ocupa em manter a tradição, certamente seria uma palavra inadequada em um sentido mais abrangente. Pois a mesma buscar manter e padronizar a forma de se praticar primordialmente os fundamentos técnicos aos quais ela se propõe a passar e isso vai de geração a geração, do Mestre para o Sensei, do Sensei para o Discípulo desde a sua existência. 

Penso que as escolas estão para o ensino e difusão do Karate como foi concebido, respeitando a sua própria estrutura organizacional. 

As Federações são para o Karate um elemento gerenciador de grupos de Karatekas, onde ela pode ou não agrupar mais de uma escola de acordo como seus interesses existenciais. Uma federação cuida da parte burocrática do Karate, da questão da gestão das pessoas, da infraestrutura, da organização esportiva, seja das competições as quais se propõe a organizar. 

Ela ortorga a você uma habilitação de graduação sem necessariamente legitimizar a origem do seu Karate. Ela vê você como um pertencente aquele grupo de Karatekas, que deseja obter dada função ou graduação para um fim, seja dar aulas, ser um preparador físico, técnico, dirigente com uma função que lhe foi atribuída de acordo com a necessidade daquele grupo. 

Se ficar pesado, vou dar uma visão simplificada e pessoal: 

Escolas tem maior engajamento com a parte técnica e federações se orienta sob nas questões burocráticas da gestão do Karate. 

Logo, analisando desta forma temos para toda essa estrutura um custo, estamos falando de dinheiro envolvido. 

E por mais romântico que possa parecer, hoje em dia é muito difícil encontrar um senhor Miagi dando aulas (personagem que foi um professor de Karate no filme Karate Kid 1984), apenas vale lembrar, pois vai ter alguém que não assistiu ainda esse filme, rsrsrs. Era um professor que ensinava Karate de graça. 


UM FLUXO CONSTANTE DE RECURSOS CIRCULA PELOS ATORES DE UMA CADEIA SEJA EM UMA ESCOLA OU FEDERAÇÃO: 

=> Aluno paga => Professor paga => Federação paga => Fornecedores paga => Funcionários paga 

E se alguém ficar sem receber alguma coisa deixará funcionar corretamente, por isso se paga também pela pratica do Karate em uma cadeia, tendo em vista usufruir dessas estruturas. 

Se lá é R$ 1000,00 e aqui é R$ 500,00 então tem alguma coisa nessa cadeia que não funciona com a qualidade igual á da outra. E você deve buscar as respostas para seguintes perguntas: 

Onde estão os melhores professores? Quero ter que tipo de reconhecido em meu diploma? Meu objetivo é aprender Karate ou ser um campeão de Karate? Ou quero ambos? 

Coloque suas prioridades e escolha onde quer estar e como quer treinar Karate. 

As federações focam no número de inscritos, enquanto nas escolas de Karate é bem comum o foco na qualidade do material humano a ela filiado. 

ONDE ME FILIAR? 

Essa é uma pergunta muito difícil de responder, porque ela deve ir de encontro a seus objetivos dentro da arte, por isso tentei passar algumas visões sobre as particularidades de cada estrutura. Mais você invariavelmente poderá estar em ambas. 

A grande questão é entender que tudo é movido pelo dinheiro. 

Investir no seu Karate poderá ser dolorido economicamente. Porém a diferença às vezes pode ser notada tecnicamente quando se observa indivíduos que treinam basicamente restrito dentro do dojo, para os que se aperfeiçoam em atividades extracurriculares como seminários, cursos técnicos, simpósios e gashukos.

Contudo treine Karate! 

Oss! Osu! Ossu!
Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e estudante de Karate-do

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

COMO FOI O SEU APRENDIZADO NO KARATE DURANTE O ANO 2019?


Olá Karatekas esse ano de 2019 foi um ano cheio de novas experiências para muitas pessoas em relação à prática do Karate. E para mim não foi diferente.

Logo quero relembrar algumas aprendizagens e experienciais vivenciadas e conjuntamente propor aqui um desafio a vocês.

Buscarem cada qual escrever uma linha do tempo com todos os momentos mês a mês em que você vivenciou o Karate, o que aprendeu? Conte-nos os novos ensinamentos relacionados sejam com a teoria ou a prática da arte.

Tentarei falar aqui mês a mês e de forma resumida as minhas experiências sejam do treino ou do estudo proposto aqui pelo meu Blog durante esse ano.


Janeiro

Eu propus uma reflexão com tema: DOJO ou ACADEMIA?

Desta matéria eu tentei mostrar quais os grupos de pessoas que buscam treinar Karate. Apontando algumas características marcantes, e não necessariamente do aspecto físico do local de treino. E sim da parte conceitual, aquilo que você encontra no Dojo e na Academia. 

O que as pessoas buscam através do treino de Karate?

A frase que me vem à cabeça é: Quem vai para uma academia na maioria das vezes vai a busca de melhorar sua estética corporal ou prevenir o aparecimento de doenças e até combater as já existentes, isso é uma perspectiva.

Quem vai ao Dojo, esse busca iluminação, um caminho, busca sua saúde mental, efetivamente encontrará a paz de espírito além dos benefícios acima também incorpora a saúde mental.



Fevereiro

Este mês foi importante para estudar e compreender melhor a expressão SHOSHIN, eu pude vestir novamente a faixa branca, buscando incorporar uma vivencia da pratica do Karate de um estilo diferente daquele que prático, sendo eu praticante de Shotokan fui experimentar o Goju-Ryu com o Sensei Benicio Soares na cidade de Santo André/ SP.

Digo a vocês se permita vivenciar novas formas, isso lhe ajudará a controlar o seu ego, e pensar como um aprendiz lhe permitirá estar sempre pronto a recomeçar.

Ah! Também foi um mês que propus o desafio da leitura, onde busquei mostrar todos os benefícios de ler um bom livro.



Março

Um mês que resolvi iniciar o PROJETO RAIO-X DO KARATE NO BRASIL, e me propus, de forma imparcial buscar a estudar as características das principais escolas de Karate Shotokan no Brasil, além daqueles aspectos históricos da formação dessas escolas, quis saber mais sobre a essência, e de forma imparcial imergir no estudo e conhecer o material humano por trás das organizações de Karate no Brasil.

Embora percebesse ser uma tarefa árdua, consegui neste ano conhecer um pouco sobre a JKA Brasil e também a KWF Brasil.

Neste mês também fiz uma enquete interessante: Qual a característica do seu estilo de lutar? É mais agressivo ou mais suave?

Resultado: Agressivo 29% e Suave 71%



Abril

Foi o mês da nerdisse, assisti pelo menos três vezes a 2º temporada da série COBRA KAI para fazer uma análise e a critica para meu Blog.

Também sou ser humano e digo até analisando a ficção você consegui tirar algumas lições de vida.

Às vezes ser duro na pratica do Karate não significa ser desleal. Essa é para refletir!



Maio
Será que o treino de Karate esta restrito somente ao Dojo?

Fui à busca de novas experiências, e esse mês eu fui viver a experiência em participar nos bastidores de uma competição de Karate, vivenciando na prática algumas dessas funções, ainda que por alguns minutos. Seja como arbitro lateral, mesário, e outras funções de organização.

Acho que se você almeja a faixa preta algum dia, precisa viver isso, se envolver em tudo que pressupõe a organização do Karate.



Junho

Raio-X da JKA no BRASIL. Foi um mês que tive uma vivencia com um sensei fantástico e foram muitas conversas com Kazuo Nagamine diretor técnico da JKA, onde ouvi historias sobre a organização e lições teóricas sobre Karate, eu entendi, por exemplo, que o Karate competitivo é uma unha, imaginando que o Karate-do é um corpo.

Aprendi que precisamos tomar cuidado para não substituir o modo tradicional que é a pratica da arte, por conteúdos áudio visuais, ter mais cuidado com os conteúdos de superfície.



Julho

“Assim como as arvores cerejeiras deve ser o espírito do Karateka “

Foi o texto que me inspirei e escrevi, e na essência tentei descrever sobre meus sentimentos em relação ao processo de envelhecimento e inteligência que o Karateka desperta para continuar treinando ao longo dos anos, sem perder o entusiasmo.

As limitação físicas são reias e aparecem no decorrer da vida. O importante é se superar



Agosto

Como é importante nós enxergarmos dentro de nós mesmos as nossas limitações e imperfeições antes de criticar os outros. A lição é fazer sempre o seu melhor, e quem não pode ajudar o colega, que não o atrapalhe.



Setembro

Ah! Esse mês está no meu coração, é o mês da inclusão PCDs. Trata-se de uma campanha que meu Blog vem promovendo todo setembro, afim conscientizar as pessoas, no sentido de informar e despertar um senso solidário aos Para Atletas e para Karatekas.

O mês inteiro falamos sobre os PCDs e as mais diversas “Limitações”, envolvemos ainda a participação e engajamento de muitas pessoas. Um mês para ficar na historia!



Outubro

Este mês tivemos o RAIO-X da KWF, e foi uma honra muito grande conversar com Sensei Felipe Martins o líder da organização no Brasil, uma pessoa que não consigo descrever tamanha a admiração pelo exemplo de simplicidade.

Tanto que veio a inspiração para escrever o texto: A PROFISSÃO PROFESSOR DE KARATE

No qual falo da falta de valorização do Sensei, o principal agente de transformação na vida dos alunos. Levanto a questão que o aluno de hoje será o professor do amanhã.



Novembro

Conheci mais sobre o Karate City, e que legal esse bate papo, um movimento que busca propor a pratica do Karate mês a mês em locais públicos, e sem discriminação. Um movimento de popularização da arte.

Se você quer treinar sem bandeiras e principalmente sem barreiras procure o pessoal do Karate City, treine Karate. Apenas junte seus amigos e contemple a natureza, e mantenha disposição para levar adiante o legado da arte.



Dezembro

Menção especial:
Tivemos uma perda imensurável que foi o falecimento do Mestre Hirokazu Kanazawa. O mestre talvez junto com Nakayama Sensei seja uma das maiores figuras no que tange o aperfeiçoamento de divulgação do Karate. E um dos últimos mestres que tiveram a oportunidade de conviver com o mestre Gichin Funakoshi .

Mestre Hirokazu Kanazawa 

O simples fato de eu analisar tudo que vivenciei durante esse ano e relembrar, e compartilhar com vocês, diz que permaneço sempre atento para aprender diariamente, e busco assim afastar pensamentos pretensioso.

Desafio você Karateka! A escrever, 12 palavras que represente cada uma o seu mês de 2019 ou uma frase que fale sobre o seu ano de Karate em 2019.

TOPAS O DESAFIO?

Oss! Osu! Ossu!
Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e estudante de Karate-do estilo Shotokan   


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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

KARATE CITY UM MOVIMENTO PARA POPULARIZAR A PRÁTICA DO KARATE

Imagem: Jardim Japonês - Parque Chico Mendes - Osasco/SP 

Olá Karatekas! 

Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre o movimento chamado KARATE CITY, que é a iniciativa de alguns Karatecas de proporcionar vivencias da prática do Karate em locais públicos.

Estivemos juntos no Parque Chico Mendes que fica localizado na cidade Osasco/SP e que por sinal trata-se de um local calmo e tranquilo cercado da natureza, e propício a prática das artes marciais. O intuito foi entender as motivações por trás desse movimento denominado Karate City     

Em minha conversa com os principais organizadores pude perceber que eles desejam a popularização do movimento no intuito de tornar a pratica tão acessível quando a de outras modalidades esportivas. 

Como bem sabemos o Karate é para todos. Porém talvez nem todos sejam para o Karate. Permita-se viver essa experiência, para que você possa ter a oportunidade experimentar isto, que chamamos de estilo de vida.

Através de iniciativas como essas você poderá invariavelmente treinar em praças e locais públicos. Mês a mês o pessoal do KARATE CITY vem propondo as atividades em locais variados, e conjuntamente vem homenageando grandes nomes da história do Karate no Brasil e no mundo.


RAIO-X DOS ENTREVISTADOS

ATILA RAMOS 
  • 1º Dan Karate Shotokan pela Associação Nishikawa.
  • Presidente da Associação Tengu Dojo de artes marciais.
  • Professor do Projeto Temáticos de artes marciais FPK.
  • Líder Nacional do Movimento Karate City.
ALEXANDRE VIERA 
  • 1º Dan Karate Shotokan iniciou a cerca de 30 anos na Associação Gaviões em SP.
  • Líder Nacional do Movimento Karate City
  • Professor da Associação Tengu Karate Dojo
  • Fundador do Grupo Caminhos do Guerreiro no Facebook  e no Whatssap 

Vamos à entrevista...


Jefferson Oliveira: O que é o Karate City e como surgiu essa ideia?

Alexandre Vieira Líder Nacional do Karate City
Alexandre Vieira: O movimento Karate City consiste em apresentar o Karate para aquelas pessoas que não conhecem a arte. 

O objetivo é mudar  essa ideia de que o Karate é uma arte marcial para bater nas pessoas. E não é isso. 

A ideia é apresentar um pouco do que é treinado dentro dos Dojos, dessa forma mostrar o verdadeiro sentido da prática do Karate.

Durante algumas conversas com o Sensei Atila o mesmo apresentou-me a ideia, e logo de cara eu á abracei. Já estamos desde 2015 tocando esse projeto. 


Jefferson Oliveira: Quem está nos bastidores e quem organizam os treinos? Fale sobre as pessoas e como são escolhidos os locais dos treinos. E qual o local mais diferente vocês já treinaram?

Alexandre Vieira: Eu, o Sensei Atila e nosso colega Tapety somos os pilares.
Atila Ramos: Inicialmente a ideia do Karate City foi envolver pessoas que já treinam o Karate para quebrar um pouco o gelo e dessa forma fazer com que as pessoas perdessem um pouco a vergonha. Em uma segunda instância, nós passamos a envolver as pessoas curiosas que paravam para observar os treinos, assim conseguimos ter um público variado e diversificado. Sempre gosto de enfatizar que qualquer pessoa consegue treinar conosco e procuramos sempre aqueles locais de fácil acesso, normalmente próximos á estações de metro e terminais de ônibus para que dessa forma as pessoas consigam chegar dentro dos horários de treino. Falando ainda desses locais procuramos lugares agradáveis que promovam o bem estar. Enfim, lugares bonitos. 

Penso que se estamos saindo daquele ambiente de quatro paredes é justamente em busca de um ambiente favorável e harmonioso para que o treino de Karate flua com uma energia legal. 

Por exemplo: já treinamos no MINHOCÃO em São Paulo Capital que é um lugar que foge totalmente do cotidiano, também em lugares como o PARQUE VILLA LOBOS ou PARQUE DO IBIRAPUERA também na cidade de São Paulo. Imagino que o lugar mais inusitado, ainda está por vir, estamos reservando uma surpresa especial para o mês de dezembro, mais já adianto será o lugar mais diferente que já estivemos. 


Jefferson Oliveira: Hoje vemos é o Karate fragmentado pela existência de muitas Federações, Confederações e até Escolas de Karate. O Karate City me parece um movimento agregador e democrático. Fale um pouco para nós sobre essa visão. 

Atila Ramos Líder Nacional do Karate City
Atila Ramos: Para explicar isso preciso falar mais sobre os objetivos do Karate City. Digamos que esse movimento deve ser um facilitador de caminhos. Se imaginarmos o Karate como se fosse uma estrada, como exemplo: Uma rodovia temos diversas pistas com variadas velocidade que levam ao mesmo lugar. Na federação X a pessoa segue por uma via, na escola Y por outra, e isso pode ser negativo, é como se ficássemos ilhados dentro de nossa organização e nosso Dojo. Penso que podemos aprender mais com outras vivencias. 

Quando ficamos restritos apenas em nossa organização acabamos não vendo o mundo, vivemos em um nicho onde as ideias são polarizadas, o Karate City vem numa contramão propondo assim o compartilhamento de conhecimento. No Karate City nossa bandeira é Karate, sempre sem rivalidades pois devemos deixar isso para passado. 


Jefferson Oliveira: E as homenagens que vem sendo veiculadas a grandes mestres no Brasil e no mundo, como surgiu essa ideia?

Ultimo evento realizado no mês de Outubro 2019 
Atila Ramos: Estamos pensando no futuro, não podemos esquecer o passado, precisamos sempre nos lembrar dos mestres que foram importantes para o desenvolvimento do Karate para chegarmos onde estamos agora. Essas memórias são importantes para formação dos novos Karatecas, saber quem foi que cortou o mato. 

Não podemos deixar essas memórias restritas somente aos alunos desses mestres queremos expandir. Eles deram a vida para o Karate e precisamos levar adiante esse legado independente se temos uma descendência direta ou não. A função do Karate City é lembrar-se de quem abriu o campo independente de federação, escola e até de estilo. Se o homenageando teve uma participação efetiva deve ser lembrada. 

Aquele que está passando pelo parque curioso, precisa saber sobre as origens e também sobre a importância daquele mestre, temos que mostrar isso. Hoje vivemos em uma cultura que tem memória curta e se não nos atentarmos a isso não teremos futuro. 

Vale ressaltar que pensamos em homenagear mestres de varias localidades no Brasil e até no mundo. Fizemos três homenagens internacionais, por exemplo: Mestre Gichin Funakoshi e Nakayama do Shotokan e o Mestre Oyama do Karate de contato achamos que estes tiveram grande relevância na disseminação do Karate no mundo. Pretendemos continuar em 2020 com as homenagens e também fazê-la com mestres em vida. 

Jefferson Oliveira: Quero abordar uma questão importante, no caso, á segregação social, um grande problema dessa sociedade capitalista onde as pessoas são invariavelmente excluídas de práticas esportivas menos populares, cito as artes marciais. É possível ajudar tirar alguém das drogas ou até mesmo da criminalidade? O Karate City pode efetivamente contribuir para incluir e resgatar essas pessoas? 

Foto: Anjos da Guarda do Parque Chico Mendes
Atila Ramos: No Karate City temos algumas peças importantes, existe um modelo que seguimos. Temos o orador do treino que escolhemos pela competência. É uma pessoa que sabe se expressar, temos um responsável pela segurança que cuida dos primeiros socorros, e pensamos, que por se tratar de um treino aberto no ambiente urbano, às vezes as pessoas não se hidratam ou se alimentam corretamente logo pode vir a passar mal. Temos um Bombeiro que é o Tapety que faz essa parte. 

Temos ainda uma figura que é o “chamador”, aqui em São Paulo sou que faço esse papel, onde toda e qualquer pessoa que nos observa eu procuro ir ao em encontro e convido-a, independente da classe social, cor, orientação sexual ou mesmo que tenha alguma limitação física. Nós vemos o Karate como um lema de vida e que qualquer pessoa pode treinar. 

Nos temos exemplos dentro do Karate cito o exemplo que é o uso do Karate Gi branco, acredito que isso é importante para que não haja diferenciação, nós precisamos estender as mãos para as pessoas. 

Tivemos um caso no treino que ocorreu no minhocão em SP e foi uma homenagem à família Caribe da Bahia, aonde uma moradora de rua veio a participar de parte deste treino. A mesma tentou acompanhar na execução de alguns Katas. Não sei qual foi futuro dessa pessoa, mais naquele momento ela vivenciou o Karate, ela teve um pouco de esperança na vida dela, e foi graças a essa vivencia. 

Por isso que enfatizo que queremos proporcionar a possibilidade de experimentar algo novo. 

Alexandre Vieira: Para se ter uma experiência durante o treino no Karate City não é necessário o uso de vestimenta formal no caso o Karategi. O treino realmente está aberto a quem tem a boa vontade de treinar. 

O Karate é um assistente da justiça, um resgatador de pessoas, trabalhamos á lapidação do caráter. Já fui uma pessoa muito briguenta, hoje se as pessoas querem me confrontar ou me colocar para baixo não me importo, e isso já não me atinge mais. 


Jefferson Oliveira: Um movimento nascido em São Paulo. Conte-nos quais a metas e objetivos para expansão do Karate City para outras localidades no Brasil.

Alexandre Vieira: Penso muito grande, temos nossas redes sociais: Facebook, Instagram, Twiter e grupos de Whatssap. 

Esse ano teremos a participação de mais dois estados brasileiros: o Rio de janeiro e o Pará na capital Belém. O treino será simultâneo, porém no Pará deverá começar uma hora antes em virtude do calor.  Já dividimos os grupos no Whatssap e temos um grupo para cada localidade e desejamos alcançar em breve o Brasil todo, e por não expandir até mais além. 


Recado dos Líderes do Karate City 

Alexandre Vieira: Nós convidamos vocês a participarem do Karate City, independente de federação, confederação ou escolas. O importante é treinarmos Karate e mostrarmos os fundamentos dessa arte que é transformadora de vidas e que mudou tanto a minha vida como a do amigo Atila

Nós sempre usamos as nossas redes sociais para mante-los informados dos eventos, no Facebook pesquise por Karate City Memoriais ou Treinos itinerante ou pela #Karatecitymemoriais. 

Vocês também podem entrar em contato através de nosso grupo de Whatssap no intuito de agregarmos mais Karatekas nesse movimento. Além disso estamos sempre publicando alguns vídeos desses treinos em nosso canal no Youtube e em breve estaremos publicando algo mais elaborado. 

Atila Ramos: Sintetizando o Karate City, imaginemos quando você sai para trabalhar e tem cinco crianças brincando. O que se vê hoje é a pratica do futebol, voleibol etc. 

Eu pergunto: E se você visse essas crianças por exemplo fazendo um Kata ou Kihon? 

A primeira reação que o Karateka tem é a dúvida ou estranheza. Mais se isso fosse normal? O objetivo do Karate City é transformar isso é normal.

Para quem está nos acompanhando aqui, não importa se sua cidade é pequena ou grande, junte seus amigos, vai treinar Karate na praça ou no parque, venha junto com a gente ajudar a fazer história no Karate, e ampliar os seus horizontes. 

Vamos seguir para o futuro sem esquecer as tradições.

Oss!


Agradecimento

A toda equipe do Karate City pelo nosso bate-papo, particularmente a Atila Ramos e Alexandre Vieira que toparam esse encontro e atravessaram a cidade para trazer essa bandeira por um Karate inclusivo e democrático. Sucesso amigos!

A equipe do Parque Chico Mendes que gentilmente vieram até nós abrindo as portas para visitas futuras.


Considerações finais    

Hoje vivemos em um mundo cheio de competições, e não me refiro aquelas dentro dos kotos ou tatames.

Afirmações do tipo aqui tem Karate é comumente recitado nos dojos Brasil á fora. E nesse sentido acredito que o Karate City por ser um movimento agregador pois ele une as pessoas em prol do objetivo principal da arte que é treinar.

Se você quer treinar sem bandeiras e principalmente sem barreiras procure o pessoal do Karate City, treine Karate. Apenas junte seus amigos e contemple a natureza, e mantenha disposição para levar adiante o legado da arte.

Pratique Karate-do!

Oss! Osu! Ossu!     

Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e Estudante de Karate-do estilo Shotokan





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Acesse: www.martialartsshodo.com.br
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

25 DE OUTUBRO DIA MUNDIAL DO KARATE. UMA HOMENAGEM A GRANDES MESTRES

NARRAÇÃO DO TEXTO: 
Assim como renovam-se as flores de uma cerejeira deve ser o espirito do Karateca.



Oss! Osu! Ossu!
Jefferson Oliveira 
Professor de Educação Fisíca e estudante de Karate estilo Shotokan



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terça-feira, 15 de outubro de 2019

A PROFISSÃO PROFESSOR DE KARATE

A criança, o adolescente ou até mesmo o adulto desperta em si a curiosidade sobre o Karate, e independentemente da sua idade, seja na imaturidade da criança ou destempero da adolescência, e porque não dizer dificuldade em uma idade mais madura da vida o mesmo começa a treinar Karate.

Quando criança é o pai diz: Nossa como é caro as aulas! Que absurdo o valor do uniforme!

A criança sem entender, armazena aquilo e pensa que seu professor da as aulas só por que gosta, sem nunca imaginar que aquilo é seu ganha pão.

O adolescente por vezes ainda não trabalha, sendo o pai responsável pelo filho, arca com esse custo, e logo vem o pai e repete a mesma coisa dita para criança. E o jovem pensa: O meu professor não está dando aulas pelo dinheiro faz porque gosta.

Já adulto o mesmo vem diz: Realmente é caro treinar Karate!

Nem a criança, tampouco o jovem tem maturidade para compreender o valor real das aulas. E esses só tem com referência o adulto, que admira o especialista em medicina o doutor em direito ou grande engenheiro. Porém todos eles se esquecem que todas esses notáveis precisaram de um professor para serem o que são hoje.

É triste ver que muitas pessoas só participam de aulas gratuitas, e que só são fiéis a seu professor quando o mesmo lhe agrada, quando não o critica e aponta os erros. Esperar que o professor doe todas as energias e seu conhecimento para o seu crescimento desse aluno, sem reciprocidade do aluno, é um tipo de romantismo no Karate.

A verdade é que seu professor tem uma família, precisa pagar a mesmas contas que você ou até maiores, ele fica doente, também paga imposto de renda.

Para ser um professor de Karate, talvez você precise de 5 a 10 anos de treino duro, isso claro sem interrupções, e isso tem um custo muito maior que o valor de uma mensalidade, pode custar até o seu corpo, você chega ao extremo quase todos os treinos vai sofrer fadiga e muitas dores musculares, haverá um momento que você achará que não vai conseguir.

Ai você se forma nessa Universidade do Karate e resolve dar aulas, e continua ouvindo que o Karate é caro. E o pior não é você mais que diz isso são seus alunos.

Perceba que o que antes era caro agora parece correto, parabéns seja bem vindo agora você se tornou professor.

A verdade que para se tonar um bom professor você precisa treinar muito, e você estará fazendo o único investimento 100% seguro, você investe sempre em você, na formação de sua personalidade e competências.

Em um pais que tem 200 milhões de habitantes você talvez seja um em milhares que finalmente conseguiu entender o valor das aulas que o seu professor ofereceu antes, e que agora é seu legado ensinar.

Valorize as aulas com seu Professor!

Feliz dia dos Professores!

Oss! Osu! Ossu!

Jefferson Oliveira
Professor de Educação Física e Estudante de Karate-do estilo Shotokan

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

RAIO-X DA KWF KARATENOMICHI WORD FEDERATION COM SENSEI FELIPE MARTINS

À esquerda Sensei Mikio Yahara a direita Sensei Felipe Martins

Olá Karatekas! Hoje trago a segunda entrevista especial do PROJETO RAIO-X DO KARATE NO BRASIL apresentando um pouco sobre á KWF KARATENOMICHI WORD FEDERATION. 

Apesar de eu ainda encontrar algumas barreiras para desenvolver o trabalho, tais como: a distância e até dificuldade de falar como os representantes das escolas de Karate Shotokan em nosso país, busco dar continuidade de forma bem democrática e imparcial, propondo trazer aqui para vocês desde os fatos históricos, filosóficos até mesmo a parte organizacional das escolas. 

O convidado desse mês é um pessoa surpreendente, além de um grande Karateka. A sua simplicidade em abraçar esse projeto me deixou como dizer... Por vezes sem palavras. 

Em nossas conversas pelo telefone o que vi foi uma pessoa muito equilibrada e sincera, que procura seguir aquilo que acredita e certamente viver o Karate em sua essência. 

Uma pessoa ímpar, que conseguiu conquistar a confiança de nada mais nada menos que o Mestre Mikio Yahara uma lenda mundial do Karate Shotokan. 

Hoje trazemos aqui o Raio-X da KWF Karatenomichi Word Federation, representada por Sensei Felipe Martins. 


RAIO-X DO CONVIDADO 

Sensei Felipe Martins 
  • Representante da KWF – Karatenomichi Word Federation no Brasil. 
  • Instrutor, examinador e árbitro internacional. 
  • Campeão Mundial Master KWF 2013 de Kumite e Vice Campeão de Kata no mesmo ano. 
  • Treinou Karate-do por 2 anos em Tóquio/Japão. 
  • Professor e empresário, ele se dedica há mais de 25 anos ao ensino do Karate. 

Vamos à entrevista... 

Jefferson Oliveira: Sensei de uma forma resumida conte-nos como você iniciou no Karate? E qual a sua origem falando particularmente da escola em que o Senhor deu os seus primeiros passos? 

Sensei Felipe Martins: Comecei a treinar em 1976, em Natal com o Sensei Juarez Alves e Sensei Armando que era um dos seus alunos. Naquela época só existia a JKA. O karate Shotokan era basicamente um só e a JKA era basicamente a única administradora do Karate Shotokan. 


Jefferson Oliveira: Atualmente existem variadas escolas de Karate Shotokan no mundo. Eu gostaria de saber como surgiu a KWF particularmente dentro Brasil? 

Sensei Felipe Martins:  Após a morte do Sensei Nakayama, e depois de muita briga política, vários professores da JKA abriram suas próprias escolas e começaram a difundir no mundo, e hoje é como está dividido o Karate Shotokan. 
A KWF é fruto da divisão da JKA, Sensei Yahara fundou sua própria federação exatamente como outros fizeram. 
Eu sempre fui aluno do Sensei Inoki e Paulo Goês que faziam parte ITKF do Sensei Nishiyama e lógico todos seus alunos ingressaram na Tradicional como não poderia ser diferente. 
Devido á alguns problemas, que não vale mencionar, fui obrigado a abandonar o Sensei Inoki um dos meus mentores no Karate, mantive contato apenas com o Sensei Paulão. 
E como eu estava só e com um ótimo grupo de alunos, comecei a participar de eventos de várias escolas de Karate com o intuito de me aprimorar mais e achar um novo caminho e suporte, infelizmente vi que essas federações aqui no Brasil só tinham a preocupação em ganhar dinheiro e que viviam de uma marca bem conhecida, mas os procedimentos adotados não eram sérios, foi uma grande decepção para mim, quando você conhece o que acontece nas entrelinhas do Karate é complicado. 
Até hoje me surpreendo com a inocência dos filiados, pois vivem um romantismo sem a menor reciprocidade e transparência, é uma pena. Mediante ao que eu presenciei, resolvi ficar só e tocar minha vida no Karate. 
Em 2009 resolvi fazer uma viajem para o Japão com objetivo de apenas treinar em todos os dojos conhecidos no Japão independente de federações, e a KWF foi uma delas. 
Confesso que quando entrei na KWF para treinar pude sentir o que eu não sentia a muito tempo, KARATE. 
Difícil explicar, só quem treinou na década de 80 vai entender. Era Karate puro, fiquei maravilhado e aliviado, pois vi que ainda existia o treino e o espirito que aprendi a amar quando iniciei no Karate. 
Minha afinidade com o Sensei Yahara foi de imediato e acredito que ele também teve uma boa impressão minha, uma vez que fomos aceitos á ingressar na KWF, eu, e meu aluno Fernando fomos os primeiros filiados KWF no Brasil. 
Só para informar, para conseguir ir treinar na KWF nessa primeira vez tive que enviar uma carta com a minha história no Karate e só após ser aceito pude realmente conhecer a famosa escola do Sensei Yahara. 
Após vários treinos e uma longa conversa com ele, explicando de como penso e treino o Karate, surgiu a oportunidade de representá-lo aqui no Brasil. 
Consegui traze-lo no Brasil em 2013 em um grande evento e no mesmo ano fui para Dinamarca para o Congresso Mundial onde fui oficialmente anunciado como representante oficial da KWF no Brasil, muito orgulho. 

Jefferson Oliveira: Sempre gosto de especular a respeito da história do Karate no Brasil, e sei que o Senhor tem muitos anos de Karate. Você consegue remontar algum fato marcante que corrobore com essa rica história do Karate Shotokan, seja em sua região ou estado. Seja algo que vivenciou e que tange com a disseminação do Karate? 

Sensei Felipe Martins:  Acho que a criação da ITKF no Rio de Janeiro foi uma coisa muito bonita, pois quem estava por trás de tudo eram grandes nomes do Karate do Rio de Janeiro, professores que fizeram história no Karate, pena que muitos já não estão mais entre nós. 
Além disso todos nos abraçamos a ideia com seriedade, foi uma época boa, de união e rivalidades saudáveis. 
Apesar de não fazer mais parte, entendo que amizades foram criadas naquele período. 


Jefferson Oliveira: Sensei sabemos de uma relação muito forte que você nutriu como saudoso Sensei Inoki. O que o Senhor pode disser sobre esta relação discípulo e sensei? E o que você leva para vida particularmente de sua vivência com o Sensei? 

Sensei Felipe Martins:  Comecei a treinar com ele quando tinha 11 anos, peguei a preta com ele, Sensei Inoki e o Sensei Paulão eram tudo para mim, devo toda minha vida no Karate a eles, sinto muito que por falta de visão e mal entendidos não pude estar com o Sensei Inoki no final, mas me orgulho muito de ter ajudado e estado com o Sensei Paulão até o ultimo dia de sua vida. 
Dono de um Karate excepcional e com uma grande capacidade de ensino, Sensei Inoki era único e completo. O Karate perdeu muito com sua morte. 
Posso afirmar que sempre tive uma atenção especial, lutava com ele todos os dias e seus conselhos mudaram minha vida, apesar de eu ter me afastado sempre senti falta dele. 
São tantas histórias que passei com ele que precisaria de muito tempo para contar, aliás estará tudo em meu livro. 
Vale dizer que muitos treinaram com o Sensei Inoki, mas poucos podem dizer que foram realmente discípulos dele. 


Jefferson Oliveira: Me chama atenção esse lado bem latente de um Karate incisivo e decisivo, e me parece serem princípios peculiares da KWF. Mesmo assim vejo o Senhor falar de uma forma muito cordial e respeitosa em relação ao lado esportivo. De fato você acha possível as duas formas coexistirem ao mesmo tempo no ambiente de aula (DOJO)? 

Sensei Felipe Martins:  Primeiramente e importante dizer que eu aprendi a admirar e respeitar todo o tipo de Karate, independente de estilo, e pode acreditar, eu realmente admiro e procuro sempre o lado bom. 
O Karate chamado “esportivo” deu uma enorme contribuição ao Karate “tradicional”, com certeza sabendo dosar tudo é possível. 
Existem grandes lutadores de Karate esportivo e precisamos avaliar melhor nossas críticas uma vez que sempre tem algo que irá nos acrescentar, cada um tem o direito de escolher seu caminho. 
Eu particularmente não me interesso muito por competições, pois vejo o Karate de uma forma mais tradicional e aprecio mais o Karate como uma arte marcial e não um jogo. 
Acho que um ponto a ser falado é que hoje vejo várias pessoas que preferem e se preocupam em serem campeões mais do que treinar Karate, isso para mim é preocupante, até porque em vários casos, se esquecem da ética e da amizade em nome de “um título”. 


Jefferson Oliveira: Sensei, vou lhe perguntar sobre algo diria... Polêmico! Sabemos que a KWF é presidida por uma lenda do Karate mundial, o Sensei Mikio Yahara. Você consegue descrever algo de diferente nessa linha de ensino, a ponto de divergir de outras escolas? Fale para nós qual a essência da escola nessa relação particular que é o processo de ensino e aprendizagem? 

Sensei Felipe Martins:  Ahahah! Não considero polêmico, Karate Shotokan é Karate Shotokan, simples assim. 
Vou falar de como penso no Karate e que vale para KWF, veja bem é minha humilde opinião, e o que não quer dizer que está certa ou que tenham que concordar. 
Uma vez Sensei Yahara me perguntou como eu treinava na Kyokai, respondi a ele o seguinte: 
“Sensei para mim meu KIZAME TSUKI tem que ser IPPON” 
O que posso dizer é que cada golpe de Karate TEM QUE FUNCIONAR em uma situação de defesa pessoal, caso não funcione você estará se enganando. Simples assim, agora cada um que se avalie. 
Acredito que não seja diferente de qualquer filosofia de outro estilo de Karate, apenas a maneira de encarar o treino é que tem que ser diferente e faz toda a diferença. 

Jefferson Oliveira: O que o Senhor considera imprescindível para que o indivíduo que treina o Karate-do, assim possa almejar o 1º DAN ou mesmo a progressão de Dans na KWF? 

Sensei Felipe Martins: Treino, conhecimento e humildade, a faixa preta tem que ser uma consequência de um aprendizado. 
Hoje as pessoas se preocupam mais com graduação, para que possa ter um status, do que realmente com seu próprio Karate, em alguns casos é vergonhoso. 
Tenho visto vários casos de pessoas que se intitulam “Sensei”, “Shihan”, etc... Esses títulos são dados a você por alguma entidade (Não só de karate) e não é educado nem bonito você por exemplo assinar uma carta como “Sensei fulano” isso e motivo de risada no Japão e no meio das artes marciais, as pessoas é que tomam a iniciativa de te chamarem assim ou seja, deveria ser um reconhecimento. Enfim... 
Por exemplo, na KWF Brasil, se não souber Enpi, Jion, Bassai Dai, Kankudai (além dos Heians e Tekki Shodan), nem me pede para fazer exame, acho que temos que nos preocupar com o conhecimento. 


A famosa faixa preta de Sensei Mikio Yahara  

Jefferson Oliveira: Quem é o Sensei Mikio Yahara, seja o lado Karateka e também um pouco do lado humano no dia-a-dia? E como é sua relação com ele? 

Sensei Felipe Martins: Dispensa apresentações, na minha opinião um verdadeiro samurai, minha relação com ele é de admiração e muito respeito, uma pessoa fantástica e um líder nato. 
Hoje não posso reclamar, pois tenho o suporte dele 100%, o que é motivo de orgulho para mim. 
Hoje guardo com carinho a faixa que ele usou durante 30 anos com muito orgulho, presente como este não poderia ser melhor. 



Jefferson Oliveira: Como está organizada a KWF no Brasil? Fale das pessoas que compõe essa parte organizacional. E quais os planos para o crescimento da KWF? 

Sensei Felipe Martins: Procurei montar a KWF Brasil de um modo bem honesto e com menos política possível, temos setores de marketing, médico, jurídico e técnico. 
Não faço questão de um grupo grande e sim uma família unida e que simplesmente goste de Karate. 
Dou total autonomia e incentivo aos meus professores filiados responsáveis dos Dojos a fazerem exames dos seus próprios alunos (até uma determinada graduação) sem dependerem de mim, isso chama-se confiança e compreensão para que todos possam evoluir e crescer. 
Incentivo a todos que participem de todos os eventos de qualquer federação, acho que é muito importante sempre ouvir novas ideias e profissionais com diferentes pontos de vista. 


Jefferson Oliveira: Sensei para quem está de fora e tem a vontade de conhecer a escola, participar dos cursos, e até filiar-se. Como funciona essa parte? 

Sensei Felipe Martins:  Só entrar em contato comigo ou algum Dojo filiado no Brasil, apenas peço um pouco de paciência, pois gosto de entender o motivo da filiação de cada um, uma vez que considero isso um compromisso. 
Antes de tudo me considero uma pessoa que gosta de fazer amizades e agregadora, sempre. 


O RECADO DO SENSEI

Seja um faixa preta dentro e fora do Dojo, karateka é para a vida toda. 
Obrigado pela oportunidade e me desculpe por qualquer palavra mal colocada. 

OSS!
Felipe Martins


AGRADECIMENTOS 

Gostaria de manifestar a minha gratidão ao Sensei Felipe Martins pelo empenho em me ajudar nesta tarefa. Sobretudo quero enfatizar a sua simplicidade, humildade e paciência para ouvir a proposta desse projeto. 

O Sensei Felipe Martins que mesmo sendo bem graduado no Karate Shotokan me fez perceber esse sentimento de que ele tanto fala, como se por um instante, eu fosse um colega de treino de fato. Embora eu seja apenas um estudante, afirmo que não são as escolas que fazem o professor e sim professor que faz uma escola. 

Nesse sentido a KWF Karatenomichi está muito bem representada aqui no Brasil, e certamente receberá cada vez mais solicitações de filiação, tanto pelo Karate de alta qualidade como pela representação de um “Cavalheiro”. 

Foi uma grande lição para mim. Muito obrigado! Sucesso Sensei. 

OSS! OSU! OSSU! 
Jefferson Oliveira Professor de Educação Física e estudante de Karate-do

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